Incapacidade resulta de ferimentos sofridos na perseguição a um automobilista.
Incapacidade resulta de ferimentos sofridos na perseguição a um automobilista.Foto: GNR

Militar da GNR indemnizado em 116.880 euros sete anos após ficar incapacitado por tiro na cabeça

Guarda-principal Hugo Miguel Martins Pires foi atingido por um automobilista em 2019. Incapacidade permanente absoluta levou a que passasse à reforma no final de 2023, mas só agora terá indemnização.
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Um militar da GNR irá receber uma indemnização de 116.880 euros mais de sete anos depois de ter ficado incapacitado para o trabalho ao ser atingido por um disparo na cabeça durante um serviço de patrulha.

Segundo o despacho do ministro da Administração Interna, Luís Neves, datado de 20 de agosto e publicado nesta quarta-feira em Diário da República, o guarda-principal Hugo Miguel Martins Pires terá direito a compensação especial por invalidez. Há menos de três anos, a 22 de dezembro de 2023, passara à situação de reforma por incapacidade, por determinação da Junta Superior de Saúde.

A incapacidade permanente absoluta de 100% para o exercício das funções, com capacidade residual de 0% para o exercício de outra função compatível, decorre de ferimentos sofridos a 15 de junho de 2019, quando o guarda-principal da GNR prestava serviço no posto de trânsito da Figueira da Foz.

Um automobilista que circulava em infração ao Código da Estrada desrespeitou a ordem de paragem, colocando-se em fuga, com a viatura onde estava Hugo Miguel Martins Pires a segui-lo, enquanto dava o alerta da ocorrência pelo sistema de rádio. Ao aperceber-se de que tinha outras viaturas da GNR à sua frente, o condutor fez inversão de marcha e disparou na direção dos perseguidores, atingindo o guarda-principal com um projétil na região mandibular direita.

A ocorrência foi qualificada de acidente em serviço por despacho do segundo comandante-geral da GNR, a 22 de outubro de 2020, mas o relatório do inquérito para apurar os factos constitutivos do direito à compensação especial por invalidez só foi homologado a 27 de fevereiro de 2026, por despacho do comendante-geral da GNR.

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