Mau tempo. Militares desobstruíram cerca de 500 quilómetros de caminhos em 10 municípios desde abril
PAULO CUNHA/LUSA

Mau tempo. Militares desobstruíram cerca de 500 quilómetros de caminhos em 10 municípios desde abril

No terreno estão presentemente 10 destacamentos e a média de militares envolvidos é de 50 elementos por dia.
Publicado a
Atualizado a

Uma média de 50 militares por dia estão a trabalhar desde abril na desobstrução de caminhos florestais nas zonas afetadas pela tempestade Kristin, num total de 500 quilómetros, segundo o Estado-Maior General das Forças Armadas.

A porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas, Patrícia Fernandes, disse à agência Lusa que desde abril os militares desobstruíram cerca de 500 quilómetros de caminhos em 10 municípios: Sátão, Proença-a-Nova, Figueiró dos Vinhos, Oleiros, Leiria, Pombal, Marinha Grande, Tomar, Vila de Rei e Batalha.

A desobstrução de caminhos, limpeza de terreno, criação de acessos novos, abertura de caminhos e “pontos de fuga” para os bombeiros nas estradas mais estreitas faz-se com recurso a maquinaria pesada, como retroescavadoras, niveladoras, máquinas de rasto e tratores, operadas por militares.

No terreno estão presentemente 10 destacamentos e a média de militares envolvidos não só nas operações de desobstrução de caminhos, mas também nas atividades de apoio e desenvolvimento é de 50 elementos por dia, disse.

A participação dos militares no âmbito das atividades do CIPO inclui ainda o levantamento e reconhecimento das áreas afetadas, reconhecimento e apoio geográfico para obtenção de coordenadas e georreferenciação.

A porta-voz sublinhou o “trabalho conjunto” com várias entidades realizado pelas entidades que integram o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), criado em abril pelo Governo, numa operação que visa mitigar o risco de incêndios com a aproximação da época crítica.

O CIPO, sediado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, tem como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.

A redução do risco de incêndio rural antes do verão, num ano em que há milhares de árvores caídas devido às tempestades, é o que Governo pretende com esta estrutura, que envolve os ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar.

Integram o CIPO, além do Estado-Maior General das Forças Armadas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o ICNF, Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Guarda Nacional Republicana, Liga dos Bombeiros Portugueses.

Mau tempo. Militares desobstruíram cerca de 500 quilómetros de caminhos em 10 municípios desde abril
Dispositivo Especial de Combate reforçado para a região de Leiria
Diário de Notícias
www.dn.pt