Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.TIAGO PETINGA/LUSA

Mau tempo. Mais de 99% das falhas na rede móvel foram resolvidas. Recuperação da rede fixa é mais demorada

Ministro das Infraestruturas garante também que mais de 90% dos cortes de estradas foram resolvidos” e assume que restabelecimento da circulação da Linha da Beira Baixa é complexa
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As recentes tempestades afetaram cerca de 280 mil utilizadores na rede móvel em Portugal, estando resolvidas mais de 99% das falhas, segundo o ministro das Infraestruturas.

Cerca de 280 mil utilizadores foram afetados na rede móvel, “estando já resolvidas mais de 99% das situações”, afirmou Miguel Pinto Luz, na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, no parlamento.

O governante enquadrou o impacto das intempéries num contexto mais amplo, sublinhando que “os efeitos das tempestades foram verdadeiramente devastadores no geral”.

Apesar da elevada taxa de reposição na rede móvel, a recuperação da rede fixa deverá prolongar-se, admitindo que “a situação tem resolução mais demorada, estando também todos os esforços para a recuperação a serem levados a cabo”.

As tempestades causaram danos significativos em infraestruturas críticas, obrigando à mobilização de meios em todo o país.

No setor rodoviário, o governante indicou que estão em causa “mais de 336 cortes em Estradas Nacionais”, acrescentando que “hoje mais de 90% dos cortes foram resolvidos”, graças ao trabalho de mais de dois mil trabalhadores.

Já na ferrovia destacou a complexidade das intervenções, apontando o caso da Linha da Beira Baixa, “cuja interrupção durará cerca de seis meses”, devido às dificuldades de acesso e execução das obras.

No conjunto das operações de recuperação, Miguel Pinto Luz destacou que “foram mais de 4.700 os trabalhadores envolvidos na recuperação de todas estas áreas”, envolvendo empresas e entidades de diferentes setores.

O ministro salientou ainda o esforço coletivo na resposta aos danos provocados pelas intempéries, com várias entidades a participarem nas operações de reposição dos serviços essenciais.

Obras do PRR em causa

Pinto Luz assumiu também que há obras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que vão ficar em causa devido ao impacto do mau tempo, mas reiterou que serão encontradas soluções para que possam continuar.

"Há obras que vão ficar em causa por causa destes impactos, obras que estavam a correr, devidamente controladas e consideradas como sendo concluídas a tempo e por causa das intempéries não vão ser cumpridas", disse Manuel Castro Almeida, numa audição na Comissão de Economia e Coesão Territorial.

O ministro explicou que estas obras vão ter o mesmo tratamento que outras que não iam ser concretizadas a tempo, ou seja, vão ser excluídas do PRR e substituídas por outros investimentos que possam ser feitos a tempo.

"Não estou à espera de ver o país com paisagem de obras a meio, paradas, porque faltou financiamento do PRR a meio da obra, haveremos de encontrar soluções para que obras possam continuar com ou sem financiamento do PRR", assegurou.

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