Há mais de dez meses que não havia tantos novos casos. São hoje 8937 e 11 mortes

Incidência e internamentos continuam a subir. Número de casos ativos com subida brutal em 24 horas, passou a barreira dos 78 mil. Relatório diário da DGS indica que há agora 909 pessoas internadas devido à covid-19.

Portugal registou 8937 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, mais 3183 do que na véspera. A ministra da Saúde já tinha preparado o País para a brutal subida de novos casos no Jornal da Uma da TVI. Há quase 11 meses, desde o dia 3 de fevereiro, quando foram registados 9083 casos, que não eram reportados tantas infeções num só dia.

Quase metade dos novos casos diário foram registados na Região de Lisboa e Vale do Tejo (4221 e três mortes), seguido da Região Norte (2541 e duas mortes) e Centro (1272 e três mortes). O Algarve tem hoje mais 453 novos positivos e duas mortes e o Alentejo mais 183 casos. Nas regiões autónomas, a Madeira continua na escalada de novas infeções, reportando esta quarta-feira mais 282 e uma morte os Açores mais 85 casos.

Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (22 de dezembro) morreram mais 11 devido à infeção por SARS-CoV-2. Já os internamentos continuam a subir. Nos hospitais, há agora 909 internados (mais cinco do que na véspera), dos quais 155 (mais dois do que na terça-feira) estão em unidades de cuidados intensivos.

A incidência de infeção por SARS-CoV-2 também voltou a subir. É esta quarta-feira de 579,3 por 100 mil habitantes a nível nacional e 582,3 no continente, quando na segunda-feira os números estavam nos 558,5 e 562,3, respetivamente. Já o R(t) está agora nos 1,07.

Portugal superou ainda a barreira do 78 mil casos ativos de covid-19 (78 059, mais 5172 do que na véspera), num dia com mais 3754 recuperados. Números que refletem a necessidade das medidas de combate à pandemia feitas pelo primeiro-ministro, António Costa, na terça-feira e que entram em vigor já no dia 25.

Costa anuncia medidas para não repetir um janeiro trágico

Creches e ATLs fechados, bares e discotecas com encerramento antecipado para dia 25, teletrabalho obrigatório já a partir do dia de Natal e só testes negativos vão dar acesso a eventos culturais, desportivos e sociais . Chefe do Governo justifica decisão com o agravamento da situação pandémica no país e no mundo, devido à variante Ómicron.

Com base na avaliação dos cientistas, que explicaram que a Ómicron espalha-se a grande velocidade pelo país, antecipou as limitações para o dia de Natal, encerrando creches e discotecas e alargando a obrigação de testes. A vacina deixa de ser um cartão de acesso nos próximos 15 dias.

"Perante os riscos de agravamento da situação com a variante Ómicron, e enquanto não concluirmos significativamente o processo de reforço da vacinação, adotamos até 10 de janeiro um conjunto de medidas. A mais vacinação, mais testes, mais controle de fronteiras, acrescentamos mais teletrabalho, mais limitação de contactos, mais uma semana de contenção e mais apoios às famílias e às empresas", justificou o primeiro ministro, ontem, ao fim da tarde, ao anunciar as novas medidas decididas em Conselho de Ministros durante a manhã.

As novas restrições passam pela obrigação de um teste negativo à covid-19 em eventos noa quais, até aqui, bastava o certificado da vacinação completa. Por exemplo, o acesso as espetáculos desportivos ao ar livre com menos de cinco mil pessoas e fechados com menos de mil. O mesmo acontece em relação aos espetáculos culturais, bem como aos eventos empresariais, casamentos e batizados.

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