Ministro da Administração Interna, Luís Neves
Ministro da Administração Interna, Luís NevesANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

MAI poderá tomar "decisões drásticas" devido às altas temperaturas esperadas para os próximos dias

Luís Neves espera ter "informação mais fina" sobre o perigo de incêndio rural para decidir sobre medidas "drásticas" que dizem respeito a "proibições relativamente a comportamentos".
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O ministro da Administração Interna afirmou esta quinta-feira, 18 de junho, que poderá tomar "decisões drásticas" devido à previsão de altas temperaturas. Luís Neves referiu que os próximos dias podem ter condições climáticas "terríveis", mas espera ter "informação mais fina" sobre o perigo de incêndio rural (PIR) para tomar decisões.

"Quero dizer que se a informação que viermos a ter relativamente a este PIR for grave, tomaremos decisões drásticas, do ponto de vista de um alerta e tomada de uma medida interministerial”, disse o ministro, em conferência de imprensa, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, onde participou numa reunião extraordinária do Centro Coordenador Operacional Nacional (CCON), com várias entidades nacionais ligadas à proteção, socorro e emergência.

Detalhou depois que espera ter essa informação "ou hoje ou amanhã" e que as medidas a que se referiu dizem respeito a "proibições relativamente a comportamentos".

As previsões meteorológicas apontam para uma subida das temperaturas a partir de sábado (20 de junho), sendo que é esperado que permaneçam muito elevadas durante a próxima semana. As temperaturas podem superar os 40 graus Celsius em algumas regiões.

Perante este cenário, o ministro Luís Neves aproveitou para deixar um alerta sobre as celebrações do São João, que vão ocorrer na próxima semana, em vários municípios, tendo em conta a previsão de altas temperaturas e a tradição de lançar balões de ar quente.

"Vamos ter as festividades do São João para a semana, são 23 concelhos, é usual existir este tipo de balões, é da tradição do país, mas o que dizemos aos cidadãos e aos autarcas é: Por favor não utilizem estes instrumentos, estão a pôr em causa a vida e o património das pessoas", apelou o governante.

Já esta quinta-feira, 15 concelhos de seis distritos do continente apresentam perigo máximo de incêndio rural, prevendo-se um agravamento a partir de sexta-feira (19), com a Beira Interior, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, com risco muito elevado.

De acordo com a informação disponível no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em perigo máximo de incêndio estão hoje os concelhos da Sertã, Vila de Rei, Vila Velha de Ródão (Castelo Branco), Sardoal, Mação (Santarém), Gavião (Portalegre), Santiago do Cacém (Setúbal), Serpa, Mértola, Castro Verde e Almodôvar (Beja), Alcoutim, Loulé, Tavira e São Brás de Alportel (Faro).

O perigo de incêndio rural vai agravar-se significativamente a partir de sexta-feira, com metade ou mais de Portugal continental em perigo máximo e muito elevado.

O IPMA indicou na quarta-feira em comunicado que está prevista uma subida de temperatura a partir do fim de semana, com probabilidade de um período de tempo quente com valores da temperatura máxima da ordem dos 40 graus em algumas regiões do território do continente.

Também as temperaturas mínimas deverão subir em grande parte do território, estando previstas noites tropicais da ordem dos 20 graus.

“No entanto, importa salientar que existe ainda incerteza significativa relativamente à intensidade, à distribuição geográfica e à duração deste episódio de tempo quente”, realçou o IPMA.

De acordo com o Instituto, os “diferentes modelos e as suas várias simulações ainda apresentam diferenças relevantes, naturais a esta distância de previsão, sendo expectável que as previsões sejam ajustadas nos próximos dias”.

Por essa razão, referiu ainda na quarta-feira o IPMA, "não deverão retirar-se conclusões definitivas com base em previsões isoladas e com elevado grau de incerteza. Ou seja, nesta fase, não é possível afirmar com elevado grau de confiança que se verificará um evento excecional ou histórico em todo o território, apesar de alguns cenários sugerirem essa possibilidade". 

Com Lusa

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