MAI: estado de alerta deverá ser prolongado

Este incêndio fez dois feridos graves. Está a ser combatido por 1.181 operacionais, apoiados por 350 meios terrestres e quatro meios aéreos, a que se juntarão mais oito.
Chamas consomem floresta em Belazeima, Tondela
Chamas consomem floresta em Belazeima, TondelaPAULO NOVAIS/LUSA

Estado de alerta será para manter

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou este sábado (4 de julho) que o estado de alerta em Portugal deverá manter-se na próxima semana, uma vez que se mantém a previsão de muito calor para os próximos dias.

"A próxima semana vai outra vez um período muito grave. Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta", disse Luís Neves na conferência de imprensa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para balanço do dia.

No mesmo ponto de situação, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, intervindo por videochamada, apelou à população para que respeite recomendações das autoridades e agradeceu às autoridades competentes o esforço no combate aos incêndios.

“Vamos manter a vigilância máxima, tentar prevenir ao máximo” novos incêndios, afirmou o chefe do Executivo.

Fogo em área florestal de Santo Tirso mobiliza mais de 100 operacionais

 Mais de 100 operacionais e dois meios aéreos combatem um incêndio florestal no concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, revela a página da Proteção Civil.

O alerta para o incêndio, que lavra na União das Freguesias de Carreira e Refojos de Riba de Ave, foi dado às 15h22, assinala a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Pelas 18h26, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que estavam 122 operacionais no terreno, apoiados por 36 veículos e um meio aéreo.

DN/Lusa

Ursula von der Leyen: "A Europa está com Portugal" no combate aos incêndios  

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, usou as redes sociais para enviar uma mensagem a Portugal, numa altura de combate a incêndios em plena onda de calor.

"A Europa está com Portugal e os seus cidadãos, que, uma vez mais, fazem face a devastadores incêndios florestais", começa por escrever.

A líder do executivo comunitário realça, na mensagem, os "118 bombeiros e 45 veículos provenientes de Espanha", que já integram as operações em Portugal, e as aeronaves da rede rescEU, provenientes de Itália e Espanha, que vão juntar-se ao combate às chamas. "Isto é solidariedade em ação", conclui.

"Portugal precisa de si". Cruz Vermelha faz apelo 

A Cruz Vermelha apela a doações para "apoiar quem combate os incêndios e quem perdeu a segurança de um dia para o outro".

"Portugal precisa de si", escreve a Cruz Vermelha, informando que, "enquanto os incêndios continuam a ameaçar comunidade", mantém meios logísticos mobilizados no terreno, equipas e ambulâncias.

"A nossa resposta inclui apoio às populações afetadas, reforço das zonas de acolhimento, disponibilização de meios de emergência e apoio aos operacionais envolvidos no combate aos incêndios", lê-se na nota divulgada nas redes sociais.

É explicado que os donativos à Cruz Vermelha ajudam a "garantir" o "acolhimento e assistência às populações deslocadas, água, alimentação e bens essenciais, camas e condições de descanso aos operacionais no terreno, meios de emergência e apoio pré-hospitalar", mas também "apoio logístico aos operacionais no terreno".

Mais informações como ajudar aqui

Força Aérea pela primeira vez no combate direto dos fogos florestais

O ministro da Defesa disse hoje que há dois helicópteros da Força Aérea envolvidos no combate aos incêndios que lavram no país, e que é a primeira vez que aquele ramo das Forças Armadas intervém diretamente no combate às chamas.

“Estão empenhados nessa missão dois helicópteros, cumprindo uma resolução que tem prazos entre a entrega e a operacionalidade. Cada capacidade nova que se adquire implica a aquisição de componentes, peças, adaptação de infraestruturas, treino de pilotos e, por isso, não basta adquirir para colocar ao serviço”.

Segundo Nuno Melo, atualmente, “em Monte Real, a Força Aérea destacou aeronaves P3 Orion C295, que estão a fazer deteções precoces de incêndios, estando também baseado um helicóptero Black Hawk que, na deteção precoce do fogo, pode já atuar”.

"A Força Aérea Portuguesa, este ano, pela primeira vez, está envolvida no combate direto aos incêndios”, sublinhou.

Nuno Melo revelou que “os bombardeiros Canadair que foram adquiridos chegam em 2029 e 2030", mas também, "na consequência de uma avaliação feita pela Força Aérea", também será feita "a aquisição de ‘kits’ de incêndios que estão a ser produzidos nos Estados Unidos e que a partir de 2027 serão utilizados em aviões C130 para combate direto aos incêndios”.

“Esta foi uma capacidade que Portugal também já teve e que perdeu, ou seja, nós estamos a investir para que as Forças Armadas, numa base complementar, ajudem naquilo que são operações de apoio às populações civis e cada vez que passamos por esta época de incêndios percebemos bem a diferença que isso faz e, portanto, este ano serão dois helicópteros no combate direto aos incêndios”, sustentou.

Nuno Melo acrescentou “que presentemente está a terminar uma fase contratual do chamado SAFE que permitirá investir 5,8 mil milhões de euros em equipamentos que vão de satélites a fragatas, a sistemas antiaéreos, sistemas de artilharia, munições, drones, outros veículos, com uma transversalidade que tem em vista precisamente esta necessidade de assegurar que as Forças Armadas são capazes de cumprir todas as missões, dentro e fora de fronteiras, militares e ao serviço da população civil”.

"A Força Aérea é talvez um dos maiores vetores deste investimento. Há poucos meses, no Parlamento Europeu, no discurso do Estado da União, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou como paradigma do bom investimento europeu a chamada constelação de satélites. Estamos a falar da construção de uma constelação pelo domínio do espaço na Europa e o exemplo que é dado é de Portugal”, acrescentou.

Para Nuno Melo, “o principal vetor da construção e impulso da constelação do Atlântico é precisamente a Força Aérea Portuguesa, o que equivale a dizer que, pela Força Aérea Portuguesa, [se define] o domínio do espaço na União Europeia, à frente dos outros, mesmo muitas nações mais poderosas”.

“Passou já por mim a resolução que levou à aquisição das aeronaves Super Tucano. Passaram aqui cinco em exibição. Foi a primeira vez que as vi. Passou já por mim a resolução que levou à aquisição de bombardeiros pesados Canadair, que estarão ao serviço da Força Aérea para combate aos incêndios, com o primeiro a ser entregue em 2029 e [depois] em 2030. Passou já por mim a aquisição de helicópteros Black Hawk, que serão utilizados na emergência médica com recurso ao Plano de Recuperação e Resiliência [PRR]. Passou já por mim a assinatura para a opção por mais uma aeronave KPC 390. Passará também certamente por mim, espero, a assinatura de outras aeronaves e equipamentos, que no seu tempo, quando for considerado oportuno, a Força Aérea terá também ao seu serviço. Isso para dizer que a Força Aérea é uma componente fundamental e estratégica da nação”.

Lusa

Fogo em Setúbal está em fase de conclusão

O incêndio que desde sexta-feira à tarde consumiu uma área assinalável de terreno junto de Vale de Cobro, onde eclodiu, e nas zonas do Faralhão, Santo Ovídeo e Mourisca, em Setúbal, está em fase de conclusão.

A Câmara de Setúbal, em comunicado, revelou que o incêndio entrou às 08:00 de hoje em fase de conclusão.

“Os meios operacionais mantêm-se no local a proceder à consolidação da orla do incêndio e ao rescaldo, com a preocupação de avaliar pontos quentes para prevenir reacendimentos, em face da subida da temperatura prevista para esta tarde”, adiantou o município.

Segundo a autarquia, o fogo, com início registado às 14:14 de sexta-feira, na Rua Cascalheira, zona de Vale de Cobro, “devido ao incêndio de uma viatura particular, progrediu rapidamente para as áreas do Faralhão e da Mourisca, devido às elevadas temperaturas e ao vento, consumindo vegetação arbustiva e arbórea.”

“A existência de habitações em zona periurbana, algumas confluindo com a orla do incêndio, obrigou a evacuar algumas casas como medida de prevenção, em ações que contaram com o apoio das forças de segurança, igualmente envolvidas na criação de um perímetro de segurança, com a necessidade de encerramento de vias”, lê-se no comunicado.

Há a registar dez vítimas ligeiras, oito delas bombeiros, por exaustão devido às temperaturas elevadas e à carga de trabalho, que necessitaram de apoio hospitalar, e duas civis, por inalação de fumos e pânico, assistidas no local, adiantou a câmara.

DN/Lusa

Incêndio em Mangualde "completamente dominado", diz autarca

O presidente da Câmara de Mangualde, Marco Almeida, disse que o incêndio que deflagrou esta manhã no município está dominado.

"Já está, neste momento, completamente dominado. Tivemos o apoio de meios terrestres e aéreos", disse à Lusa o autarca, pelas 13h00.

O oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Rodrigues, referiu à Lusa que fogo teve início pelas 10h00, na zona de Mangualde, distrito de Viseu, e que por volta das 11h30, estavam mobilizados no combate 100 operacionais, 20 meios terrestres e quatro meios aéreos.

O fogo teve início na freguesia de Santiago de Cassurães e Póvoa de Cervães, na localidade de Contenças de Cima, de acordo com a página da Proteção Civil.

Três aviões de combate a fogos, provenientes de Itália e Espanha, "a caminho” de Portugal. Chegada prevista para hoje

Mais de uma centena de bombeiros e 45 veículos de Espanha chegaram a Portugal na sexta-feira para combater os incêndios, em coordenação com o Mecanismo de Proteção Civil da UE, disse hoje a Comissão Europeia.

“Para ajudar o país a enfrentar os incêndios florestais de grandes proporções, três aeronaves de combate a incêndios da rede rescEU, provenientes de Itália e de Espanha, já estão a caminho” de Portugal, estando a chegada prevista para hoje, disse à Lusa fonte oficial da Comissão Europeia.

O governo italiano enviou dois aviões anfíbios Canadair do Corpo Nacional de Bombeiros, os quais terão a sua base operacional em Beja e irão intervir no incêndio de Vouzela, no distrito de Viseu.

Ao mesmo tempo, “118 bombeiros e 45 veículos provenientes de Espanha chegaram ao local ontem à noite, apenas algumas horas após a ativação do mecanismo”, referiu.

A rede rescEU faz parte do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE), funcionando como uma reserva estratégica de meios para dar resposta a situações de emergência que são coordenadas pelo instrumento europeu quando um país faz um pedido de ajuda.

Espanha disponibilizou na sexta-feira um de dois aviões Canadair solicitados por Portugal no âmbito do acordo de assistência existente entre os dois países, ativado preventivamente em paralelo com o mecanismo da UE.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na sexta-feira que Portugal acionou o mecanismo europeu e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.

O mecanismo europeu ajuda os Estados-membros e países terceiros à UE a dar resposta a emergências, como incêndios, crises sanitárias ou conflitos.

Quando um país faz um pedido de assistência, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência mobiliza o destacamento de apoio através de uma ligação direta com as autoridades nacionais de proteção civil.

“A solidariedade da UE encontra-se em curso e continuará presente durante todo o verão”, reforçou fonte da Comissão Europeia.

DN/Lusa

Bombeiros de Vouzela apelam a que sejam doados bens não perecíveis

Os bombeiros voluntários de Vouzela, que combatem desde quinta-feira um incêndio, que se propagou a outros concelhos, agradecem "a todos os que têm demonstrado a sua solidariedade através da entrega de bens alimentares", mas fazem um apelo para que, neste momento, sejam doados "apenas bens não perecíveis".

Numa nota divulgada pelas redes sociais, dá-se preferência a água, sumos individuais e barritas de cereais.

"A colaboração de todos continua a fazer a diferença. O Município e os Bombeiros Voluntários de Vouzela agradecem pelo apoio e solidariedade", lê-se na mensagem.

Encosta da serra do Caramulo em Tondela com várias frentes, diz autarca

O incêndio que iniciou em Vouzela às 03:04 de quinta-feira está hoje com várias frentes ativas, sem populações em risco, na serra do Caramulo, em Tondela, disse à agência Lusa pelas 12:15 a presidente da Câmara local.

“Os meios estão posicionados para tentar controlar as frentes, que são várias. O incêndio não está controlado, o objetivo agora é tentar controlar as frentes, mas estamos sempre dependentes dos ventos”, disse à agência Lusa pelas 12h15 a presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges.

Segundo a presidente de Tondela, no distrito de Viseu, “o incêndio evoluiu” na freguesia de São João do Monte, na encosta da serra do Caramulo, virada ao concelho de Vouzela, onde entrou nesta sexta-feira.

“Evolui na direção de Mansores, Almijofa, encostado ao limite do concelho entre Vouzela, Águeda e do concelho de Mortágua [Viseu], mas a entrar na serra do Caramulo, a direção é o Caramulo”, acrescentou.

Segundo disse, “neste momento, há várias equipas no terreno, e meios aéreos, que são fundamentais e é bom que continuem a fazer combate” ao incêndio, “mas vai depender muito do vento, nas próximas horas, seja pela intensidade ou direção” que tomar.

“Para já, não há qualquer povoação em risco, não há nenhuma aldeia evacuada. Chegaram vários meios durante a noite para reforçar e, para já, não há risco, mas estamos sempre dependentes do vento”, afirmou.

Ao longo de sexta-feira, habitantes de mobilidade reduzida e mais vulneráveis de Matadegas e Mansores foram retirados de suas casas e a aldeia de Belazeima do Monte, foi evacuada, tudo localidades da freguesia de São João do Monte.

“Neste momento, há já alguma normalidade e as pessoas mais vulneráveis estão devidamente acompanhadas por a nossa equipa de intervenção social e psicológica”, disse.

Carla Antunes Borges adiantou ainda que “não há indicação de feridos nem de casas de primeira habitação ardidas”.

Lusa

100 operacionais, 20 meios terrestres e quatro meios aéreos em Mangualde

Além do fogo de Vouzela, existe também um outro incêndio ativo, que teve início este sábado, pelas 10:00, na zona de Mangualde, distrito de Viseu, adiantou à Lusa o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Rodrigues. Cerca das 11:30, estavam mobilizados no combate a este incêndio 100 operacionais, 20 meios terrestres e quatro meios aéreos.

“É um incêndio nascente, mas que obriga, obviamente, a que outros meios que podiam ser empenhados, principalmente os meios aéreos, que estariam a ser empenhados noutros teatros de operação, tivessem de ser deslocados para um incêndio novo”, declarou.

O oficial da ANEPC disse que os fogos em Barcelos, distrito de Braga, que se iniciou pelas 15:07 de quinta-feira, e em Setúbal, que deflagrou pelas 14:14, entraram “em resolução” durante a madrugada de hoje, após os trabalhos de combate terem decorrido “de forma favorável”, pelo que estão, neste momento, “em fase de rescaldo e consolidação”.

120 operacionais e 30 veículos da Unidade Militar de Emergências de Espanha ajudam em Vouzela

A equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha chegou a Portugal hoje de madrugada e está a apoiar no combate ao incêndio de Vouzela, distrito de Viseu, disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).

Segundo a mesma fonte, a equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha, composta por 120 operacionais e 30 veículos, está desde as 02:30 de hoje no combate ao fogo de Vouzela.

Esta equipa espanhola chegou a Portugal no âmbito do Mecanismos Europeu de Proteção Civil ativado preventivamente na sexta-feira pelo Governo português.

Também no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o Governo português solicitou a Espanha o envio de dois aviões Canadair, que ainda não chegaram ao país.

Portugal acionou igualmente os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios, estando já a atuar desde sexta-feira no país um avião Canadair espanhol.

Portugal pediu igualmente dois aviões Canadair a Marrocos.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, o MAI explicava que, apesar de Portugal não ter a sua capacidade operacional esgotada, o executivo decidiu acionar o mecanismo europeu, bem como os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos, enquanto medida preventiva.

Cerca das 11:30, o incêndio em Vouzela estava a ser combatido por 1.174 operacionais, apoiados por 390 meios terrestres e 10 meios aéreos, indicou o oficial de operações da ANEPC José Rodrigues à Lusa.

DN/Lusa

Incêndio de Vouzela já causou dois feridos graves, mas combate “evoluiu favoravelmente” durante a noite

O incêndio de Vouzela, que já consumiu mais de 10 mil hectares, está a ser combatido por 1.181 operacionais, apoiados por 350 meios terrestres e quatro meios aéreos, a que se juntarão mais oito, indicou este sábado, 3 de julho, a Proteção Civil.

Durante a noite, o combate ao fogo “evoluiu favoravelmente”, apesar das “condições difíceis” de combate, devido principalmente ao vento, disse à Lusa o comandante regional de Emergência e Proteção Civil, José Neves.

Os trabalhos de combate às chamas permitiram eliminar 50% do perímetro de incêndio, estando agora os bombeiros a consolidar os trabalhos, na frente virada a Caramulo, afirmou, alertando, contudo que o “lado esquerdo do incêndio continua ativo em 80% do perímetro”.

Segundo José Neves, a maior preocupação concentra-se agora em “cinco quilómetros lineares” dessa zona.

Algumas povoações foram percorridas pelo fogo, mas as operações de socorro decorreram com tranquilidade, acrescentou.

Neste momento, a área ardida na sequência deste incêndio já ultrapassa os 10 mil hectares, adiantou.

Este incêndio, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro, e deixou na sexta-feira dois feridos graves.

"Um homem de 55 anos ficou com queimaduras graves" quando tentava combater o fogo e um outro, de "34 anos, sofreu um traumatismo craniano grave" ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio", disse à Lusa o comandante Pedro Araújo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Os dois feridos tiveram de ser retirados por helicópteros do INEM para unidades hospitalares próximas.   

Na sexta-feira, a A25 esteve cortada ao trânsito entre os nós de Vouzela e de Reigoso devido às chamas.

Um avião despeja água junto ao autoestrada A25, que esteve encerrada devdo ao incêndio de Vouzela
Um avião despeja água junto ao autoestrada A25, que esteve encerrada devdo ao incêndio de VouzelaPAULO NOVAIS/LUSA

Uma frente "muito preocupante"

O presidente da Câmara de Vouzela disse à Lusa, cerca das 9h30, que o incêndio está este sábado com uma frente “muito preocupante” nesse concelho e mais “umas quantas” nos municípios vizinhos.

“No concelho de Vouzela temos uma frente que nos preocupa mais, a que nós chamamos de Cercosa, em Campia, e depois temos uma no concelho vizinho de Tondela, em São João do Monte, que tem várias frentes”, disse Carlos Oliveira.

Este incêndio continua a ser o que mais preocupa as autoridades, depois de durante a madrugada ter sido dominado o fogo em Setúbal, o qual teve origem numa viatura e alastrou a uma zona de mato, e controlado o de Barcelos.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 12 para 13 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.

Chamas consomem floresta em Belazeima, Tondela
Aviso vermelho em vigor até domingo alargado a 13 distritos

Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo nos distritos Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Setúbal e Castelo Branco.

Na maioria dos casos, este nível permanece ativo até às 23:00 de domingo, mas em Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria termina hoje às 23:00, passando então a laranja, o segundo nível mais grave.

O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.

O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.

Na sexta-feira, o primero-ministro anunciou que Portugal iria ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos devido aos incêndios, garantindo que a capacidade nacional não está esgotada.

DN/Lusa

Chamas consomem floresta em Belazeima, Tondela
Incêndios fizeram nove feridos. A25 esteve cortada. DGS elevou nível de risco para a saúde
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