O ministro da Administração Interna, Luís Neves, classificou esta terça-feira (7 de julho) como “particularmente grave” a agressão de que foram alvo agentes da PSP no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, defendendo que “quando se ataca um polícia, ataca-se a sociedade toda, ataca-nos a todos nós”. O governante afirmou ainda esperar que o caso mereça “atenção" por parte das autoridades judiciais e reiterou a sua solidariedade para com os polícias envolvidos.Na Vidigueira, esta terça-feira, Luís Neves disse que “não pode ocorrer este tipo de comportamentos” e lembrou que, logo após o incidente, manifestou “um abraço fraterno” aos agentes envolvidos. O ministro deixou ainda “um profundo repúdio a qualquer ataque a um polícia” e defendeu que a atividade policial deve ser exercida “com toda a robustez, com toda a firmeza”, recorrendo aos meios necessários para travar situações de agressão.O caso em questão ocorreu na segunda-feira, quando a PSP no aeroporto foi chamada a responder ao comportamento agressivo de um passageiro. Segundo a polícia, o homem, um cidadão de nacionalidade irlandesa, de 27 anos, já tinha agredido um funcionário da empresa de assistência Menzies e dois seguranças antes da chegada dos agentes.Perante a abordagem dos polícias, o suspeito “adotou uma postura extremamente violenta e agressiva”, investindo fisicamente contra os agentes, descreveu a PSP em comunicado. Um dos polícias sofreu ferimentos graves e foi transportado para o hospital, enquanto outros elementos ficaram com traumatismos e lesões na face que obrigaram a assistência médica.Apesar das agressões, os agentes conseguiram imobilizar o homem e efetuar a detenção. O suspeito continua detido nas celas do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, para ser presente às autoridades judiciárias.Atenção: imagens sensíveis. O episódio, cujas imagens foram divulgadas nas redes sociais, motivou também uma reação do Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), motivou também uma reação do Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), que considera que as responsabilidades atribuídas à PSP na segurança aeroportuária e no controlo de fronteiras “não podem continuar a ser exercidas sem os meios humanos, materiais e tecnológicos adequados”. Para a estrutura sindical, a proteção dos agentes “não se garante apenas com o profissionalismo e a coragem dos polícias”, exigindo um reforço das condições de trabalho face aos riscos que enfrentam diariamente.As circunstâncias do incidente continuam a ser investigadas, não se conhecendo ainda os motivos para o comportamento agressivo do homem irlandês. Desde abril de 2025, recorde-se, a lei portuguesa prevê penas agravadas para crimes de ofensa à integridade física praticados contra elementos das forças de segurança.*Com Lusa.Decretada prisão preventiva para homem que agrediu polícia na Amadora