O WhatsApp está a ser usado pelos jovens para partilhar imagens suas e de colegas nus, criadas com recurso à Inteligência Artificial (IA), alertou esta quarta-feira, 6 de maio, o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).Ouvido na Assembleia da República a propósito do projeto de lei do PSD que limita o acesso de crianças e jovens a plataformas 'online' e redes sociais, Carlos Cabreiro revelou que o WhatsApp tem sido usado pelos jovens para criarem grupos destinados à distribuição de "material com intervenção preocupante da IA, nomeadamente na intervenção dos chamados 'nudes' ficcionados".Embora estas imagens sejam falsas, mantêm o rosto dos jovens, originando a ostracização que uma fotografia verdadeira causaria, defendeu."A foto da turma que aparece toda desnudada vai fazer referência àqueles corpos que são menos aceites", exemplificou o dirigente.Carlos Cabreiro recomendou, por isso, que o projeto de lei em debate abranja, além das redes sociais, plataformas de comunicação que não se baseiam em linhas telefónicas, como o WhatsApp, o Messenger, o Signal ou o Telegram.Nesta audição, o diretor nacional da PJ defendeu ainda a criação do crime de usurpação de identidade digital, para combater o roubo por terceiros de contas pessoais nas redes sociais."É algo que nos preocupa constantemente na avaliação de pessoas que chegam à Polícia Judiciária e se vêm queixar da usurpação da conta do Facebook, da usurpação da conta no LinkedIn", justificou Carlos Cabreiro.O dirigente nacional, até há cerca de um mês diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime da PJ, foi ouvido hoje de manhã pelos deputados no âmbito da apreciação na especialidade do projeto de lei do PSD que limita o acesso de crianças e jovens a plataformas 'online' e redes sociais.O diploma dos sociais-democratas foi aprovado na generalidade em 12 de fevereiro de 2026 com os votos favoráveis de PSD, PS, PAN e JPP, a oposição de Chega e IL e a abstenção de CDS-PP, PCP, Livre, BE e do socialista Miguel Costa Matos..PSD e PS aprovam proibição das redes sociais a menores de 13 anos. O projeto de lei estabelece que é preciso ter pelo menos 16 anos para aceder a redes sociais como o Instagram, o Tik Tok ou o Facebook e que, entre os 13 e os 16 anos, o acesso só é permitido após o "consentimento parental expresso e verificado".A audição do diretor nacional da PJ decorreu no âmbito da especialidade, que decorre nas comissões parlamentares e visa aprimorar o projeto de lei inicial antes da aprovação final. .Imagens falsas espalhadas na Internet levam primeira-ministra italiana a fazer alerta.Meta vai analisar estrutura óssea dos utilizadores nas publicações para determinar idade