Dez pessoas foram detidas nos primeiros meses deste ano por suspeita de crime de incêndio florestal, revelou a Guarda Nacional Republicana (GNR) este sábado, 21 de março. Mais de 40% dos proprietários não limpa os terrenos depois da sinalização.Num resumo das ocorrências de incêndios rurais que compara os dados de 2025 e 2024, e numa data em que se assinala o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, a GNR refere que até quinta-feira, 19 de março deste ano, foram detidas 10 pessoas pelo crime de incêndio florestal. “Estes dados evidenciam uma atuação firme na identificação e responsabilização dos autores, reforçando a resposta da Guarda na prevenção e repressão de comportamentos que colocam em risco pessoas, bens e o património florestal”, refere hoje a GNR no texto enviado à agência Lusa.Revelando que os incêndios rurais aumentaram 30% no ano passado face a 2024, a GNR termina o alerta com um apelo: “Proteger a floresta é proteger o futuro”. “A floresta portuguesa, que ocupa mais de um terço do território nacional, constitui um recurso estratégico de elevado valor ambiental, económico e social, assumindo um papel determinante na proteção dos solos, na regulação da qualidade da água e do ciclo hidrológico, na conservação da biodiversidade e no sequestro de carbono, para além de contribuir significativamente para a criação de emprego, para a dinamização da economia e para a qualidade de vida das populações”, assinala esta polícia.Contudo, acrescenta, “importa salientar que uma parte considerável dos incêndios rurais continua a resultar de comportamentos negligentes ou de práticas inadequadas associadas às atividades agrícolas e florestais, designadamente a realização de queimas e queimadas de sobrantes sem o devido enquadramento legal, bem como outras ações de risco”.“Atendendo à crescente preocupação com a problemática dos incêndios rurais em Portugal, a GNR considera fundamental reforçar as ações de sensibilização e proximidade junto da população, promovendo uma cultura de responsabilidade coletiva na proteção da floresta”, conclui..Sapadora florestal é detida pela PJ por suspeita de incêndio.MP abriu em 2024 mais de 5 mil inquéritos por crimes de incêndio florestal e maioria acabou arquivada