Embaixador dos EUA condena "ato de vandalismo" na Sinagoga de Lisboa. "Estou profundamente desapontado"
FOTO: Comunidade Israelita de Lisboa/Facebook

Embaixador dos EUA condena "ato de vandalismo" na Sinagoga de Lisboa. "Estou profundamente desapontado"

John J. Arrigo apelou a que todos estejam "firmemente unidos contra o anti-semitismo" num comunicado em que repudiou as inscrições junto ao local de culto judaico.
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John J. Arrigo, embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, emitiu esta sexta-feira, 22 de maio, um comunicado publicado na página oficial do Facebook na qual diz estar "profundamente desapontado e preocupado com o vandalismo da Sinagoga de Lisboa", depois de na quinta-feira ter sido feita uma inscrição nas paredes do edifício ao lado da sinagoga onde se lia "Free Palestine from the river to the sea", que na tradução para português quer dizer "Palestina livre desde o rio até ao mar".

O representante norte-americano em Portugal considera que este "não foi apenas um ato de vandalismo", mas sim "um ataque à liberdade religiosa e ao direito dos judeus de praticarem a sua fé sem medo".

O embaixador John J. Arrigo acrescenta ainda que "não há justificação para intimidação ou ataques contra comunidades ou instituições judaicas" e como tal apelou para que todos se mantenham "firmemente unidos contra o anti-semitismo".

"Condenamos este ato e os Estados Unidos são solidários com a comunidade judaica de Portugal e com todos aqueles que trabalham para garantir que o ódio e a intolerância não tenham lugar nas nossas sociedades", concluiu.

Na quinta-feira, a direção da Comunidade Israelita de Lisboa condenou o que considerou um "ataque dirigido" àquele local de culto judaico, acrescentando que a frase inscrita na parede "não é um mero ato de vandalismo urbano, nem uma simples manifestação política", sublinhando que "não é inocente, nem tão pouco é neutra", mas sim "um slogan amplamente associado à negação do direito à existência do Estado de Israel".

A mesma comunidade considerou que este ato de vandalismo resultou de um "contexto internacional particular" e que se prendeu com a divulgação de um vídeo com "atitudes e declarações polémicas do ministro Itamar Ben Gvir" que, admite "provocaram tensão e indignação um pouco por todo o mundo".

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