País entra em situação de alerta a partir da 0:01 desta sexta-feira.
País entra em situação de alerta a partir da 0:01 desta sexta-feira.Foto: Estela Silva / Lusa

Elevação do Estado de Prontidão Especial leva operadores da Proteção Civil a suspender greve

"Esta decisão resulta do facto de o Estado de Prontidão Especial determinar um nível de empenhamento diferenciado de todos os operacionais envolvidos no sistema de proteção e socorro", diz o Sinfap.
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Foi desconvocada a greve nacional dos operadores de telecomunicações da Proteção Civil. A decisão foi tomada na sequência da elevação do Estado de Prontidão Especial, devido ao risco de incêndios.

"Esta decisão resulta do facto de o Estado de Prontidão Especial determinar um nível de empenhamento diferenciado de todos os operacionais envolvidos no sistema de proteção e socorro, tornando indispensável o reforço das salas de operações", lê-se num comunicado do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (Sinfap). A greve estava prevista decorrer até sexta-feira, 3 de julho.

Ao DN, o dirigente sindical Pedro Sampaio afirma que "esta tomada de posição em relação à greve só demonstra o sentido de responsabilidade e de missão dos operadores. O interesse de todos está acima dos próprios interesses". A classe reivindica a criação de uma carreira própria.

"Sabemos da nossa importância. Pelo nosso país e pelo nosso dever cívico, nunca deixaremos de cumprir a nossa missão, mas continuaremos a lutar pelos nossos direitos e para que tenhamos o reconhecimento que merecemos", acrescenta o operador ao jornal. Os operadores de telecomunicações de emergência foram integrados nos quadros da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em 2021.

Apesar de terem desconvocado a paralisação antes do previsto, o sindicato considera que os objetivos foram "plenamente" alcançados. "A greve permitiu dar visibilidade às reivindicações dos Operadores de Telecomunicações de Emergência, sensibilizando a sociedade e os decisores políticos para a importância das funções desempenhadas por estes profissionais e para a necessidade de valorização da sua carreira", destaca a nota do Sinfap.

O sindicato sublinha ainda que "em nenhum momento esteve em causa a prestação de socorro à população, tendo sido sempre assegurada a continuidade da ativação dos meios de emergência e da resposta operacional do sistema". Os operadores são responsáveis pela coordenação, gestão e mobilização dos meios de socorro, sejam eles aéreos, terrestres ou de proteção civil.

amanda.lima@dn.pt

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