APAV. Pedidos de apoio devido a crimes e outras formas de violência crescem 13,1% em relação a 2024
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APAV. Pedidos de apoio devido a crimes e outras formas de violência crescem 13,1% em relação a 2024

Segundo a APAV, o número de vítimas apoiadas ascendeu a 18.549, um aumento de 11,5% face ao período homólogo, num crescimento acumulado de 41,7% desde 2020, com a violência doméstica a concentrar 26 124 casos (73,9%) em 2025.
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Em 2025, a APAV registou 35.341 pedidos de apoio relativos a crimes e outras formas de violência, o que representa um aumento de 13,1% em relação a 2024, de acordo com números divulgados esta quinta-feira, 19 de fevereiro. No mesmo período, foram contabilizados 111,854 atendimentos, mais 5,8% do que no ano anterior. Já o número de vítimas apoiadas atingiu 18.549, traduzindo um aumento de 11,5% face a 2024. A leitura da evolução nos últimos cinco anos reforça a tendência de subida: entre 2020 e 2025, o número de vítimas apoiadas aumentou 41,7%.

A tipologia de crimes e formas de violência acompanhadas pela associação continua a ser dominada pela violência doméstica, com 26 124 (73,9%). Seguem-se situações associadas a conteúdo de abuso sexual de menores, com 1076 (3%), ofensas à integridade física, com 889 (2,5%), abuso sexual de crianças, com 864 (2,4%), e ameaça/coação, com 858 (2,4%) são as principais.

O perfil geral das vítimas apoiadas mostra uma prevalência feminina, mantendo a tendência: sexo feminino (75,5%), com média de idades de 37 anos. Na relação entre agressor e vítima, destacam-se cônjuge (14,6%) e mãe/pai (13%). Por género, entre os crimes e formas de violência, volta a sobressair a violência doméstica (73,9%), seguida do conteúdo de abuso sexual de menores (3%). A APAV apresenta ainda médias que dimensionam a pressão diária do fenómeno: 18 549 por ano, ou seja dois por hora.

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Nos recortes etários e sociais, a associação identifica padrões próprios. Entre pessoas idosas vítimas, o sexo feminino mantém-se dominante (75,7%) e a média de idades sobe para 76 anos. A ligação ao agressor surge sobretudo através de filho/a (35,1%) e cônjuge (22,3%), enquanto os crimes e formas de violência mais frequentes são violência doméstica (81,2%) e ameaça/coação (3,4%). Já em crianças e jovens vítimas, o sexo feminino representa 58,1% e a média de idades é 10 anos. A relação com o agressor aponta principalmente para pai/mãe (42,6%) e padrasto/madrasta (7,7%); e os crimes e formas de violência mais comuns são violência doméstica (60,4%) e conteúdo de abuso sexual de menores (14,5%).

Entre homens adultos vítimas, a média de idades é 48 anos, com destaque na relação agressor-vítima para cônjuge (12,7%) e filho/a (9,7%). A violência reportada é maioritariamente violência doméstica (65,5%), seguida de ofensas à integridade física (6,9%).

No grupo das mulheres adultas vítimas, a APAV aponta para 10 327 ano (28 por dia). com média de idades: 45 anos. Quanto ao agressor, sobressaem cônjuge (20%) e ex-companheiro/a (14,2%); e, nos crimes e formas de violência, domina a violência doméstica (85,8%), seguida de ameaça/coação (2,4%).

A distribuição territorial mostra que as vítimas apoiadas são oriundas de 92% do território nacional. Lisboa surge em primeiro, com 3.837, o que significa um aumento de mais de 14,7 % em relação ao homologo. Seguem-se Faro, com 3.095 vitimas apoiadas ( 1,7% de aumento), e Porto, com 2010 (mais 2,7%). Apesar disso, o maior salto percentual surge em Viana do Castelo, com 153 vítimas apoiadas, correspondendo a um aumento de 43%.

Os dados revelam também como o apoio é acionado. O tipo de contacto mais usado é o telefónico (49,2%), seguido de e-mail (31%), presencial (16,8%) e outro tipo de contacto (3%). Quanto à referenciação para a APAV, predomina a iniciativa própria (47,9%), mas há também encaminhamento por Tribunal e Ministério Público (15%) e por Órgão de Polícia Criminal (13,9%), além de outra referenciação (23,2%). O local do crime/violência aponta sobretudo para a esfera doméstica: residência comum (49,6%) e residência da vítima (14,4%), seguindo-se via pública (9,6%).

Em 2025, as estatísticas nacionais indicam um aumento simultâneo na extensão do fenómeno e na demanda por apoio, com a violência doméstica permanecendo como o núcleo mais significativo, apresentando perfis e padrões de vitimização que variam consideravelmente entre crianças, idosos, homens e mulheres.

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