No início de maio, a Força Aérea Portuguesa vai colocar em órbita o CA-02, o primeiro satélite de Radar de Abertura Sintética (SAR) integralmente adquirido por este ramo das Forças Armadas.Vai ser a segunda vez que a Força Aérea coloca no espaço um satélite SAR da Constelação do Atlântico, após o lançamento, a 30 de março, do CA-01, adquirido pelo CTI Aeroespacial – Centro de Tecnologia e Inovação, resultante da parceria entre a Força Aérea, o CEiiA e a GEOSAT.O CA-02 vai, assim, reforçar a Constelação do Atlântico, que, no futuro, deverá contar com um total de 26 satélites (12 SAR e 14 óticos) "capazes de fornecer imagens de alta e muito alta resolução, com revisita intradiária, permitindo uma observação contínua e detalhada do planeta a partir do espaço"Trata-se de um "marco significativo no reforço das capacidades nacionais de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) a partir do espaço", salienta a Força Aérea em comunicado.O lançamento deste segundo satélite SAR da Constelação Atlântico irá representar "mais um passo importante para Portugal, com a Força Aérea a consolidar a aposta numa nova dimensão da observação da Terra a partir do espaço, dando continuidade ao percurso iniciado com o lançamento do primeiro satélite", indica a nota do ramo das Forças Armadas.Os satélites de Radar de Abertura Sintética (SAR) oferecem "capacidades únicas, ao permitir a observação da Terra em todas as condições meteorológicas, de dia e de noite". Podem "funcionar mesmo com nuvens, fumo ou mau tempo" e, assim, "garantir uma vigilância contínua e fiável", reforça a Força Aérea numa publicação nas redes sociais, onde refere as várias valências que esta tecnologia (SAR) pode proporcionar: "monitorizar o território, o mar e o espaço aéreo", "apoiar operações de busca e salvamento e resposta a emergências", "vigiar a nossa Zona Económica Exclusiva e recursos naturais", assim como "acompanhar fenómenos como incêndios ou catástrofes naturais".."A aposta no domínio espacial insere-se numa estratégia mais ampla de desenvolvimento de novas capacidades aéreas e espaciais, assente em parcerias com a indústria e o sistema científico e tecnológico nacional. Este conjunto de projetos permite à Força Aérea acompanhar a evolução tecnológica e responder aos desafios emergentes, ao posicionar-se na linha da frente da inovação e contribuindo para a afirmação de Portugal no quinto domínio, o Espaço", destaca a Força Aérea..Pessoa, Saramago, Camões e Agustina já estão no espaço. Portugal lança novos satélites