A Polícia Judiciária (PJ) deteve na terça-feira (19 de maio) dois suspeitos "fortemente indicados da prática dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal e falsificação ou contrafação de documentos, destinados à regularização de cidadãos estrangeiros em território nacional". Os dois homens, com 42 e 64 anos, "terão criado e dinamizado uma estrutura organizada, estável e concertada, destinada à obtenção fraudulenta de cerca de 800 atestados de residência", explica a PJ, em comunicado divulgado esta quarta-feira (20).De acordo com a investigação, os suspeitos indicavam "moradas, onde os cidadãos estrangeiros não residiam efetivamente", e facultavam "testemunhas que atestavam falsamente tais factos perante a entidade autárquica competente, com vista à obtenção ou regularização de títulos de residência em Portugal".Os dois detidos "cobrariam quantias monetárias entre os 130 e os 200 euros, aproveitando-se da vulnerabilidade de cidadãos estrangeiros que pretendiam regularizar-se em Portugal", indica a polícia de investigação criminal."Os elementos recolhidos apontam para uma atuação com divisão de tarefas, disponibilização de moradas, angariação de interessados, recrutamento de intervenientes e obtenção de proventos económicos ilícitos", lê-se na nota.Durante a operação da PJ, no âmbito do inquérito titulado pelo DIAP de Loures, foram cumpridos dois mandados de detenção e sete mandados de busca e apreensão.As diligências das autoridades ocorreram nas zonas de Loures e Odivelas, "tendo sido recolhidos elementos probatórios considerados relevantes para o prosseguimento da investigação".Os detidos vão agora ser presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação. .MP acusa 15 arguidos e seis empresas por mais de 2.200 crimes de auxílio à imigração ilegal