Acaba na próxima quinta-feira, 9 de abril, o prazo para que antigos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) estejam a trabalhar nos aeroportos portugueses. No entanto, de acordo com o Ministério da Administração Interna, (MAI), nem todos os profissionais vão deixar os aeroportos.“O despacho ministerial que determinou a manutenção dos inspetores da Polícia Judiciária nos aeroportos fixa, de facto, a data de 9 de abril, como data-limite para esta prorrogação. Nesta data está prevista apenas a manutenção do número de inspetores necessários que, pelas suas especializações técnicas, não possam ainda ser substituídos, pelo tempo necessário à formação de elementos da PSP nessas matérias. Por exemplo, análise documental”, disse ao DN fonte oficial do gabinete do ministro da Administração Interna, Luís Neves.O DN questionou quantos dos agentes vão permanecer a trabalhar, já que a data limite para todos saírem era mesmo 9 de abril, mas não recebeu uma resposta. Esta data, inclusive, foi fixada em outubro do ano passado, porque a Polícia de Segurança Pública (PSP) não tinha elementos suficientes com formação para estas funções. Na altura, a extensão do prazo ocorreu mesmo à última da hora, com a aprovação em Conselho de Ministros eletrónico.Ao DN, Rui Paiva, presidente do Sindicato do Pessoal de Investigação Criminal da PJ (SPIC-PJ), afirma não saber que há uma previsão de permanência de alguns profissionais. ”O que sei é que é dia 9 de abril, ninguém me disse nada em contrário. E temos a expectativa que as pessoas saiam, a menos que haja aqui uma nova alteração que não é de supor que exista. A nossa expectativa é precisamente essa, que isto se revolva até 9 de Abril e portanto é com isso que estamos a contar. Neste momento o Governo não nos disse nada em contrário”, declarou.Ao mesmo tempo, não duvida que a prorrogação ocorra na véspera da data. “Da outra vez alteraram a lei em um dia”, recordou. Na ocasião, muitos dos agentes já estavam com tudo pronto para a mudança, o que causou transtorno aos profissionais.Recentemente, instalou-se mais uma polémica. Foi aberto um concurso para a colocação de 100 agentes e oficiais provenientes da PSP na Polícia Municipal de Lisboa. Na altura, o sindicato argumentou que a PSP dispõe de meios humanos e capacidades técnicas mais do que suficientes para assegurar, por si só, o controlo de fronteiras”. Para o sindicato, “a disponibilização de 100 agentes para a Polícia Municipal é prova inequívoca dessa realidade”.amanda.lima@dn.pt.Sindicato da PJ pressiona PSP sobre transferência de 100 agentes e oficiais para a Polícia Municipal de Lisboa.Proibições de entrada em Portugal duplicaram em 2025. Detenções nas fronteiras aéreas aumentaram 34%