Polícia diz que decisão define um "número simbólico" de tendas que podem ser montadas.
Polícia diz que decisão define um "número simbólico" de tendas que podem ser montadas.Gerardo Santos

Acampadas. PSP diz que decisão do tribunal "vai ao encontro" da ação da polícia

Sérgio Soares, porta-voz da PSP, disse que a polícia prometeu cumprir a decisão e sublinhou que negociaram sempre com os manifestantes, tendo criticado a falta de vontade do outro lado aceitar.
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A Polícia de Segurança Pública prometeu cumprir "toda a decisão" proferida esta manhã pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa sobre a colocação de tendas na praça do Rossio, em Lisboa, defendendo porém que esta "vai ao encontro" da ação policial nos últimos dias sobre as acampadas de Lisboa e do Porto.

Sérgio Soares, porta-voz da polícia, mencionou que as forças já tinham oferecido, nas negociações com os manifestantes, a manutenção de "um número razoável e simbólico de estruturas de acampamento já depois das 00h30".

"Era algo que para nós era negociável e foi sugerido. Todavia, é algo que nunca foi acatado pelos promotores e pelos manifestantes", continuou o representante, sublinhando que essa manutenção podia continuar "desde que não conflituasse com outros direitos fundamentais".

"A PSP respeita e garante o direito de reunião e manifestação a todo o momento", assegurou Sérgio Soares, garantindo que a força preferiu o diálogo com os manifestantes.

Questionado sobre que número de tendas caberia neste critério de ser "simbólico", o porta-voz não especificou e repetiu que teria de ser um número que "não viole outros direitos fundamentais".

"Em concreto, a livre circulação de pessoas. Se estivermos a falar de um acampamento de 200 ou 300 tendas como já tivemos na Praça D. Pedro IV, há aqui uma violação", explicou o porta-voz, que lamentou também a falta de "capacidade dos manifestantes de reagirem ao diálogo" da polícia.

"Nós durante estes dias, tentámos sempre pela via do diálogo de chegar a uma forma que fosse aceitável para ambas as partes. Esta em concreto é bastante razoável", acrescentou, apelando "ao princípio da razoabilidade".

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