Pedro Fonseca foi a escolha do diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, para diretor nacional adjunto. O anterior dirigente máximo da Unidade Nacional de Combate á Corrupção (UNCC) preenche assim o lugar deixado vago por Carlos Farinha, que deixou a PJ em Outubro passado.A direção da PJ tem três postos de diretores adjuntos e, além deste, está outra cadeira vazia desde o final do mês passado, com a saída de Luísa Proença, que Luís Neves levou para a sua equipa quando tomou posse, em 2018, e que tinha a supervisão das áreas de Administração Financeira e Patrimonial, Sistemas de Informação e Comunicação e Inovação e Desenvolvimento. Era a única mulher na direção."O verdadeiro pacote anticorrupção que devemos instalar é uma estrutura de prevenção e de repressão que tenha músculo. Os efeitos da prevenção geral decorrentes de atuações são exponenciais", assinalou no podcast Soberania, onde foi um dos convidados, em maio de 2023..Pedro Fonseca, diretor da UNCC da PJ: "Não se combate crimes de milhões com tostões". Pedro Fonseca, coordenador superior de investigação criminal, fez grande parte da sua carreira na UNCC, primeiro ainda na então Direção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), entre 2001 e 2006; depois já na UNCC entre 2009 e 2019, de onde saiu para a Diretoria de Lisboa, para regressar em 2022, desta vez como diretor, cargo que ocupou até à data. É licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e tem uma pós-graduação em Direito Penal Económico e Europeu, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.De acordo com a nota curricular junto ao despacho de nomeação publicado em Diário da República, Pedro Fonseca é formador externo do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais, na área de Direito Processual Penal, desde 2008.Foi ainda formador convidado no Centro de Estudos Judiciários (CEJ); da Comissão Anticorrupção de Timor-Leste, em 2014; no Curso de Pós-Graduação de Direito da Investigação Criminal e da Prova, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; e no Mestrado e Licenciatura em Auditoria Interna e Operacional, do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa.Foi também Conselheiro do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD), da Autoridade Nacional Antidopagem (ADOP) e é Coordenador da Plataforma Nacional destinada ao tratamento da manipulação de competições desportivas, desde 2024.A nomeação, sob proposta de Luís Neves, foi assinada pela ministra da Justiça, Rita Júdice, e começou a ter efeito desde 1 de fevereiro.