André Ventura, líder do Chega
André Ventura, líder do ChegaFOTO: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Ventura: "Alguém que passou de investigar o primeiro-ministro a ministro dele é uma bandalheira"

Líder do Chega frisou que, estando a Procuradoria Europeia a investigar, é porque "há suspeitas de uso indevido de fraude ou desvio de dinheiro".
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André Ventura teceu esta terça-feira, 4 de agosto, duras críticas ao ministro da Administração Interna, acusando Luís Neves de estar a esconder "alguma coisa". Em entrevista ao Now, o líder do Chega considerou salientou a "violação do dever legal" na movimentação do atrelado para o armazém do empreiteiro da Construbarcelos e mostrou-se descrente na versão apresentada pelo governante: "Não há ninguém neste país que acredite nisto."

Ventura frisou que, estando a Procuradoria Europeia a investigar, é porque "há suspeitas de uso indevido de fraude ou desvio de dinheiro". "Agora percebo Passos Coelho. Alguém que passou de investigar um primeiro-ministro para ministro desse primeiro-ministro é uma bandalheira", atirou, acusando Luís Neves de "cumplicidade com o poder político" e de dar um mau exemplo de "bar aberto", ao não apresentar declarações e construir ilegalmente uma piscina.

Ventura diz que "mais ninguém" teria a "benesse" de demorar três semanas a dar explicações ao país, mas percebe que o primeiro-ministro, numa altura de incêndios, não demitir o ministro. Ainda assim, espera uma "resposta ao mais alto nível" por parte do Presidente da República, que "tem todos os elementos à disposição". Sobre a comissão parlamentar de inquérito, refere que o "objeto tem de ficar muito bem definido" e que o Chega quer investigar o que Luís Neves fez à frente da PJ.

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Em relação ao tema da vandalização do seu gabinete, explicou que a prática na zona nobre da Assembleia da República "é deixar portas abertas" e utilizou uma analogia bem conhecida: "é como dizer que a culpa da mulher ser violada é dele porque andava de minissaia."

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No que concerne aos problemas com os exames nacionais, Ventura refere que o "ministro da educação está num processo de grande fragilidade" e que "correu tudo mal" apesar de Fernando Alexandre ter sido "avisado", realçando que "meio milhão de euros será gasto nas reapreciações". "A falha do governo tem de ter consequências", frisou.

Acerca da crise migratória em Ceuta, atribuiu culpas à "irresponsabilidade de Pedro Sánchez", disse acreditar tratar-se de uma "invasão organizada e patrocinada por estado de Marrocos e outros estados africanos para colocar a Europa debaixo de fogo" e criticou quem pede empatia, nomeadamente o líder da ONU: "Guterres que meta os imigrantes em casa dele."

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Sobre o futuro político em Portugal, não se comprometeu para o Orçamento de Estado, mas vincou que o Chega não foi mandatado "para muleta do Governo". Questionado sobre as mais recentes sondagens, diz que a "governação de Montenegro está a ser má", mas que "não é bom o país ir a eleições", estranhando o facto de o PS estar à frente nas intenções de voto.

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