O Ministério Público (MP) abriu um inquérito ao caso da invasão do gabinete do deputado André Ventura. "Confirma-se a instauração de inquérito, que corre termos no DIAP Regional de Lisboa. Na investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária", lê-se na resposta enviada ao DN por fonte oficial da Procuradoria Geral da República (PGR).A informação foi inicialmente avançada pela RTP. O caso aconteceu entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira. Segundo informações partilhadas pelo líder do Chega, fora deixados armários abertos e documentos espalhados pelo chão.Ao anunciar que além de vandalismo houve um furto, Ventura estabeleceu uma ligação direta entre a ocorrência e a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que o seu partido quer fazer aos mandatos do atual governante enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves. “Não posso deixar de fazer uma associação entre as duas coisas", acrescentou.No final da manhã desta terça-feira, quando elementos da Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ ainda estavam a realizar perícias no seu gabinete, integrado nas instalações do grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República, André Ventura anunciou o desaparecimento de uma pen drive e de uma pasta com documentos relacionados com a CPI a Luís Neves, tal como outra pen drive e uma pasta com “informação política relacionada com o gabinete do primeiro-ministro”, e um objeto pessoal, que não identificou. .Segurança do Parlamento isolou imediatamente gabinete de Ventura e comunicou caso à PJ.Ventura faz ligação direta entre furto no seu gabinete e CPI a Luís Neves