O candidato a Presidente da República António José Seguro afirmou este domingo, 25 de janeiro, em Leiria, que já se riu com as declarações de André Ventura, que o acusou de ter medo de debates.“Já me ri sobre essa situação e continuo a fazê-lo”, disse aos jornalistas, quando questionado sobre as críticas do candidato apoiado pelo Chega, André Ventura, ao facto de só querer realizar um debate.António José Seguro acrescentou que, na terça-feira, terá “oportunidade de realizar esse debate e de trocar ideias”..Ventura exige três debates com Seguro, pois “isto não é para medrosos”. A campanha de André Ventura passa este domingo pelas Caldas da Rainha, onde Seguro reside, mas o candidato não considera essa opção como uma provocação: "Vivemos num país livre onde as pessoas se expressam livremente".Após uma visita ao Centro Social Paroquial dos Pousos, em Leiria, onde trocou palavras com vários utentes, Seguro voltou a apelar ao voto.“Estou preocupado, porque as sondagens dão uma diferença muito grande, mas as sondagens não elegem presidentes. Portanto, peço a cada portuguesa e a cada português para irem votar no dia 08”, disse, repetindo o que já afirmara no sábado.."Isto não está a ganho”. Seguro diz que “sondagens não elegem presidentes” e apela ao voto. O candidato reafirmou que a sua candidatura já “é dos portugueses” e “do país”.António José Seguro reforçou que as sondagens conhecidas lhe têm dado resultados entre os 65 e os 70%. “Há muitas pessoas que me dizem: isto está a ganho. Ora, não está ganho porque as sondagens não elegem presidentes. Quem elege o Presidente são os portugueses. E também quero dizer a cada portuguesa e a cada português que preciso do seu voto”, apelou.Insistindo que “nada está a ganho”, o candidato afirmou que “é essencial que haja uma votação maciça" na sua candidatura para continuar a "optar de acordo com as liberdades”.Um bom resultado será “ter a maioria dos votos”, pois “quantos mais votos tiver, mais força e mais legitimidade eleitoral e política” terá para exercer o cargo."Para poder fazer aquilo que quero, que é trabalhar com os órgãos de soberania e exigir ao Governo resultados para que os portugueses tenham saúde a tempo e horas, para que haja bons cuidados de apoio aos idosos, uma criação de riqueza que permita às pessoas terem melhores salários e melhores pensões, para que os jovens tenham oportunidades no nosso país e para que o acesso à habitação não seja um luxo, mas seja realmente um direito", acrescentou.Afirmando que fica "muito feliz" por cada vez haver "mais portugueses" a juntar-se à sua candidatura, "independentemente das suas opções partidárias e ideológicas", Seguro destacou que "o cargo de Presidente da República é unipessoal"."Nunca quis ser um candidato partidário. Sou apartidário e na Presidência da República serei completamente independente”, reforçou. .Não-socialistas rejeitam "falta de sentido de Estado" e "divisionismo" de Ventura. Vão votar Seguro.O candidato defendeu, durante a visita ao Centro Social Paroquial dos Pousos, que o setor social é essencial ao país, destacando a importância dos cuidadores informais.“O setor social no nosso país é essencial. É fundamental para levar cuidados, mas também para levar amor, junto de pessoas que de outra forma ficariam completamente abandonadas”, afirmou aos jornalistas.Referindo que Portugal tem “cada vez mais uma população idosa a precisar deste apoio, a precisar deste carinho”, observou que o setor social “é uma das respostas que o país deve acarinhar, apoiar e incentivar”.Numas palavras dirigidas aos utentes e funcionários da instituição particular de solidariedade social, que presta apoio a cerca de 120 idosos nas suas diversas valências e a 100 crianças, António José Seguro disse que “não há preço” ou “valor que pague o vosso trabalho no setor social, porque há uma parte do trabalho que é feito pelo coração”.“E não há um 'coraçómetro'. Não há absolutamente nada que possa medir o impacto que têm na vida das pessoas. Eu quis cumprimentar cada uma das senhoras e dos senhores e percebi que em cada um de vós há sorriso. Esta área social é no fundo a concretização do estado social. É não deixar ninguém para trás. É conseguir estar ao lado dessas pessoas e continuar a fazê-las sonhar”, precisou.António José Seguro destacou também o papel dos cuidadores informais. “Há muito mais do que aqueles que estão a ser apoiados neste momento e também é uma resposta positiva, muito importante, porque também é uma forma de estar próximo das pessoas que precisam”, acrescentou.Sobre os casos sociais que ocupam camas nos hospitais, o candidato considerou que “a área social e a área da saúde têm de se compatibilizar para que existam respostas”..Segurança Social vai pagar 1876 euros por cama para acolher casos sociais dos hospitais. E essas respostas “passam por casas como estas [Centro Social Paroquial dos Pousos], mas também pelos cuidadores informais que podem complementar, e bem, e ter um tratamento muito efetivo para apoiar essas pessoas que precisam de retaguarda”.Seguro sublinhou ainda a importância de “cuidar bem dos idosos”, porque, além de “serem seres humanos extraordinários, deram muito ao país”.“A partilha e o amor são algo que cada vez que se dá também aumenta e cria empatia. E nós precisamos de muita empatia na sociedade portuguesa, muita fraternidade e muita solidariedade”, apontou.Durante a visita, Seguro conversou com diversos utentes, alguns dos quais o presentearam com pinturas próprias. “Quero mesmo que o senhor seja Presidente”, disse Francisco, um dos idosos.Apresentado o projeto da instituição “Academia dos Sonhos”, que procura realizar os sonhos dos idosos antes da sua morte, a sua responsável, Alexandra Neves, desafiou o candidato a revelar qual o seu sonho: “Ajudar o meu país”, disse Seguro.À saída, uma jovem abordou o candidato apelando para que não esqueça os mais novos. Na conversa, que durou alguns minutos, o candidato disse que pretende um “país moderno, que cria riqueza e que garante que ninguém fica para trás”.António José Seguro acrescentou que os jovens precisam de condições para não terem de emigrar, para que os seus filhos não vão nascer noutro país, até porque Portugal é um país cada vez mais envelhecido, resultado também do aumento da idade média de esperança de vida. .Manter distância para AD é trunfo tanto para Seguro como para o PS