Centenas de pessoas juntaram-se este sábado, 24 de janeiro, ao apelo de inúmeras figuras públicas portuguesas que se auto intitulam "não-socialistas" para a rejeição do voto em André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais de 8 de fevereiro. Personalidades como Adolfo Mesquita Nunes, António Castro Henriques, António Capucho, António Lobo Xavier, Arlindo Cunha, Daniel Proença de Carvalho, David Justino, José Pacheco Pereira, Miguel Poiares Maduro, entre muitos outros, assinam uma carta onde afirmam rejeitar "tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado e o divisionismo" que André Ventura "anuncia ao dizer desde já que não pretende ser o Presidente de todos os portugueses".Os signatários da missiva "Não-socialistas por Seguro" afirmam pertencer todos "ao campo não-socialista", adiantando que "André Ventura não nos representa"."O candidato André Ventura é, além do mais, o mesmo que, no partido que fundou e dirige, apresentou propostas e assumiu posições inconstitucionais, discriminatórias ou atentatórias da dignidade humana, como confinamentos étnicos, sanções penais degradantes, a hipótese do regresso à pena de morte, a cidadania portuguesa concedida a título revogável, a proibição de críticas à magistratura, a estigmatização de comunidades imigrantes, um securitarismo de razia, a continuação às avessas das guerras culturais, a velha tentação censória, o alinhamento com autocratas e governos autoritários.", lê-se na carta, que pode ser lida na página online www.naosocialistasporseguro.pt.Face a estas opiniões, dizem que "André Ventura não apresenta condições objectivas nem subjectivas para exercer o mais alto cargo do Estado".Em defesa no voto em António José Seguro, defendem que o candidato "evitou na campanha o facciosismo ou a ofensa, e tem um percurso político de moderação, honestidade e dignidade". Nesse sentido, "os signatários, ainda que não-socialistas, votam e apelam ao voto em António José Seguro. Temos decerto discordâncias ideológicas, mas sabemos que António José Seguro não atentará contra os valores democráticos e humanistas, nem contra os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos", escrevem.Até ao momento, a carta conta 808 assinaturas.."Isto não está a ganho”. Seguro diz que “sondagens não elegem presidentes” e apela ao voto.Dilema à direita nas presidenciais: se “perder” Ventura pega, se “vencer” Ventura come