António José Seguro visitou os concelhos mais afetados pelas tempestades.
António José Seguro visitou os concelhos mais afetados pelas tempestades.FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA

Seguro promete vigilância na reconstrução das zonas afetadas pelo mau tempo. "Não pode ficar tudo na mesma"

O Presidente da República terminou a sua primeira Presidência Aberta durante a qual percorreu os concelhos mais afetados pelas tempestades. Pediu que se acelerem os apoios e novas medidas.
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O Presidente da República, António José Seguro, prometeu esta sexta-feira, 10 de abril, manter a vigilância reativamente à reconstrução da zona centro, considerando que é preciso manter “o nível de ajuda e proximidade”, acelerar apoios e adaptar medidas.

O chefe de Estado falava depois de uma reunião, de cerca de duas horas, com a qual marcou o fim da Presidência Aberta, a primeira do seu mandato, que durante cinco dias percorreu os concelhos mais afetados pelo mau tempo do início do ano.

“Não pode ficar tudo na mesma. Não pode continuar tudo na mesma”, avisou, prometendo que a sua “vigília em relação a esta reconstrução da zona centro vai continuar”, desde já na próxima semana com uma reunião em Belém com especialistas.

Seguro quer que se mantenha “o nível de ajuda e de proximidade” e pediu que sejam acelerados os apoios e adaptar medidas.

Ausência de relatório do Governo  

O Presidente da República assinalou que falta, e "é devido ao país", um relatório do Governo que explique o que verdadeiramente aconteceu no comboio das tempestades, mas escusou-se a fixar um prazo.

“Não podemos continuar a passar o tempo sem que tenhamos um documento que explique verdadeiramente o que é que se passou nestes dias finais de janeiro e também nos dias iniciais de fevereiro”, afirmou António José Seguiro, na declaração final da Presidência Aberta, na Marinha Grande, Leiria.

Na perspetiva de Seguro, “é impossível tirar ilações” se não se souber “corretamente o que é que correu bem, o que é que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde”.

O Presidente manifestou “muita preocupação quanto à falta de redundância de telecomunicações, do fornecimento de energia elétrica, da desobstrução de redes viárias”.

“Eu não vou fixar um prazo para se apresentar esse relatório, mas isso é devido ao país”, salientou Seguro, referindo que essa responsabilidade cabe ao Governo.

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