O Presidente da República, António José Seguro, discursou durante a sessão “Demografia, Longevidade e Sustentabilidade da Segurança Social”, inserida no Fórum Internacional de Saúde de Cascais 2026 “Viver Mais, Viver Melhor”, em Cascais
O Presidente da República, António José Seguro, discursou durante a sessão “Demografia, Longevidade e Sustentabilidade da Segurança Social”, inserida no Fórum Internacional de Saúde de Cascais 2026 “Viver Mais, Viver Melhor”, em CascaisRODRIGO ANTUNES/LUSA

Seguro expressa confiança na PJ e espera que seja reforçada com resultados da investigação a Carlos Cabreiro

"Desejo que os resultados que venham a ser apurados, o mais rapidamente possível, reforcem ainda mais as minhas convicções", afirmou o Presidente da República, sobre a investigação ao diretor da PJ.
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O Presidente da República afirmou esta sexta-feira, 25 de setembro, que continua a ter confiança na PJ e que espera que seja reforçada com os resultados da investigação em curso do Ministério Público ao diretor nacional desta polícia, Carlos Cabreiro.

António José Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre este assunto à saída do Centro de Congressos do Estoril, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa, onde participou numa conferência sobre demografia e longevidade.

"Eu continuo a ter confiança na Polícia Judiciária (PJ) e desejo que os resultados que venham a ser apurados, o mais rapidamente possível, reforcem ainda mais as minhas convicções", respondeu o chefe de Estado, que ressalvou que não comenta processos em curso.

Questionado se está preocupado com eventuais danos para a reputação da PJ, o Presidente da República começou por defender que é importante todos, no âmbito das respetivas competências, atuarem para que "o prestígio das instituições saia cada vez mais reforçado".

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Presidente da República "muito preocupado" defende ação também da UE para proteger mais vulneráveis

O Presidente da República manifestou-se esta sexta-feira "muito preocupado" com as dificuldades sentidas em Portugal devido ao aumento de preços e, sem comentar a atuação do Governo, defendeu que é preciso ação, também da União Europeia.

"Estou muito preocupado com a situação. Nós vivemos um momento de extrema dificuldade para muitos portugueses cujo dinheiro, cujos rendimentos, a sua pensão, o seu salário, não chega ao final do mês", declarou António José Seguro aos jornalistas, à saída do Centro de Congressos do Estoril, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa.

O chefe de Estado defendeu que "os governos, e designadamente também a União Europeia, têm que olhar para esta situação como uma situação excecional e proteger os setores que estão mais vulneráveis, quer as famílias, quer as empresas".

Escusando-se a avaliar se são suficientes as medidas adotadas pelo executivo PSD/CDS-PP, o Presidente considerou que este é o momento "de agir" e que a situação provocada pelos constrangimentos no Estreito de Ormuz deve ser encarada também no quadro da União Europeia.

"O Governo já anunciou um conjunto de medidas, tanto quanto sei está a estudar outras medidas", referiu.

"Mas esta questão é uma questão que ultrapassa o nosso país, tem uma dimensão global e, neste caso, tem uma dimensão europeia. E todos nós devemos olhar para esta situação como uma situação especial para diminuir o sofrimento e as dificuldades por que passam famílias e empresas", acrescentou.

Seguro mencionou que teve oportunidade de abordar este assunto na sua audiência com o Papa Leão XIV, na quinta-feira, no Vaticano, e salientou que "há uma causa para esta situação concreta, que tem a ver com o facto de haver guerras, e designadamente, de não estar e exigir uma livre circulação no Estreito de Ormuz".

"Essa é a causa principal, que precisa de todo o nosso empenho, daqueles que possam pressionar para que as partes beligerantes possam chegar a um acordo", afirmou.

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