"O Presidente da República incentiva o diálogo. Não faço pressão sobre ninguém”, afirmou esta segunda-feira, 20 de abril, António José Seguro, em Madrid, durante a primeira visita oficial que fez ao estrangeiro, ao ser questionado sobre a reunião que tem agendada para esta quarta-feira com os parceiros sociais, incluindo a UGT, que reunirá no dia seguinte (quinta-feira) o secretariado nacional para votar a versão final do pacote laboral.O chefe de Estado referiu que fora acusado de proteger “excessivamente” a central sindical e contrapôs que agora lhe atribuem o oposto. Com isto, Seguro insistiu que o seu papel é “apelar constantemente ao diálogo”, sublinhando que não substitui parceiros sociais nem Governo. Confrontado com a polémica sobre o acesso dos jornalistas à identidade de doadores partidários, recusou pronunciar-se. “Não queria responder a outras perguntas que pudessem ofuscar a excelência desta visita”, afirmou. A deslocação oficial ficou marcada pelo reforço económico e cultural entre os dois países. Seguro destacou o objetivo de aumentar a “penetração” das empresas portuguesas na economia espanhola, tema que levou tanto ao Governo como ao Rei Felipe VI. Sublinhou ainda a importância da cooperação cultural, anunciando para outubro uma grande exposição dedicada a Luís de Camões, “a maior alguma vez realizada fora de Portugal”.Questionado sobre as perspetivas diferentes assumidas pelos governos português e espanhol, garantiu que Portugal e Espanha “convergem no essencial”, defendendo a paz e a abertura do estreito de Ormuz para estabilizar cadeias de abastecimento e preços.."Portugal precisa de umas melhorias para ser um país extraordinário para se trabalhar", diz Seguro em Madrid.Seguro considera que visita a Espanha "ultrapassou expectativas" e que os dois países convergem "no essencial"