António José Seguro, candidato à Presidência da República
António José Seguro, candidato à Presidência da República FOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

Seguro atira farpa à descoordenação entre ministros, mas diz que não leva "programa partidário para Belém"

Socialista questionou intervenção de Castro Almeida, ministro da Economia, depois corrigida por Palma Ramalho, ministra do Trabalho. Vinca que a lei laboral não passará da forma como está.
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António José Seguro priorizou a economia nesta sexta-feira de campanha e está, desde há um mês, muito mais verbal quanto à lei laboral, garantindo que esta não passa como está. Por isso mesmo, com alguma ironia, acabou por fazer uma provocação ao Governo. “Fiquei agradavelmente surpreendido com a entrevista do senhor ministro da Economia”, vincou Seguro, largando um sorriso provocatório.

Manuel Castro Almeida tinha dito que a lei laboral não tinha "pernas para andar" sem um acordo na concertação social, Luís Montenegro valorizou a importância dos "diálogos", mas a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, veio desdizer o que o ministro da Economia tinha inicialmente dito, garantindo que, mesmo sem acordo, o pacote do Governo era para manter. Depois, Castro Almeida teve de recuar no que dissera no Parlamento.

Parece ser, nesta fase, o grande tema dissonante com o Governo. Seguro pronuncia-se abertamente contra um pacote, do qual Ventura não costuma ser crítico, apesar de pedir algumas emendas nos direitos parentais.

Ainda assim, António José Seguro garantiu. "Nunca levarei para Belém um programa partidário. Nunca serei um obstáculo do Governo. Nem deste, nem de nenhum outro", disse, repetindo o que tem vindo a defender desde que anunciou candidatura, declarando-se sempre equidistante do trabalho parlamentar do partido que o apoia, o PS.

Seguro esteve esta manhã na Faculdade de Economia do Porto (FEP), ouviu professores, empresários e teve Elisa Ferreira, ex-comissária europeia, e Teixeira dos Santos, antigo ministro das Finanças, presentes. Mais um ex-ministro na campanha, depois de se ter munido de especialistas na Saúde e na Justiça.

O socialista esteve cerca de três horas a ouvir perguntas e intervenções feitas a partir da plateia. Vincou-se o crescimento económico, o empreendedorismo e Seguro quis relevar bandeiras da sua candidatura, vincando que transcendem "uma lógica de esquerda ou direita."

"A criação de riqueza não é um pecado; é uma necessidade. O Estado desconfia das empresas e dos cidadãos. O Estado é um empecilho ao investimento e ao empreendedorismo em Portugal”, lamentou António José Seguro, criticando a burocracia. Seguro passará este final de semana na zona Norte, mais concretamente com ações de campanha na área metropolitana do Porto.

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