O candidato presidencial António José Seguro privilegiou esta quinta-feira o tema da Defesa e da posição internacional de Portugal, em mais uma ação rumo à segunda volta das Presidenciais. O socialista defendeu a presença de Portugal na NATO, salientando a importância de ter parceiros que garantem a defesa do país, e pediu uma resolução dos conflitos mundiais "pela via pacífica e diplomática".O candidato mais votado na primeira volta reuniu-se em Lisboa com especialistas em política internacional como Ana Santos Pinto, Bernardo Ivo Cruz, Nuno Severiano Teixeira ou Teresa Violante e principiou por "reafirmar a manutenção de Portugal nas alianças quer da NATO, quer da União Europeia". Na campanha da primeira volta das Presidenciais, Catarina Martins e António Filipe foram os mais vocais a salientar que o bloco militar está em risco de ruína e que na Constituição se advoga a defesa da saída da NATO. Ambos declararam apoio a Seguro na segunda volta."Precisamos de parceiros para garantir a nossa defesa e a nossa segurança e, simultaneamente, também de parceiros para garantir a nossa prosperidade. E isso é essencial. Dito isto, há muito trabalho de casa a fazer, quer no seio da União Europeia, quer no seio do nosso país", sublinhou Seguro, vincando a vertente europeísta à qual Jorge Pinto e Cotrim de Figueiredo muito tinham apelado. O candidato mais votado da primeira volta das Presidenciais pediu "consensos políticos no país" para os desafios futuros e realçou a importância da "autonomia estratégica de Portugal e da Europa."Questionado sobre o discurso do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, em Davos, Seguro afirmou conhecer a sua intervenção, bem como a de outros líderes mundiais, e frisou a importância da "resolução dos problemas no mundo pela via pacífica e pela via diplomática", lembrando que, no debate entre todos os candidatos à primeira volta, sugeriu uma reunião de líderes políticos da NATO sobre a questão da Gronelândia.O antigo líder do PS, como candidato a comandante supremo das Forças Armadas (função do PR, por inerência), assegura "seguir com bastante atenção" a situação internacional. Inquirido sobre se o encontro tinha como objetivo distanciá-lo de André Ventura, o candidato apoiado pelo PS afirmou que "não precisa de fazer essa diferenciação agora".Seguro foi também questionado sobre a realização de apenas um debate com André Ventura, ao contrário dos três propostos pelo adversário, mas escusou-se a fazer qualquer comentário.Em relação aos apoios de Luís Marques Mendes e Aníbal Cavaco Silva na segunda volta, avançados já pelo Diário de Notícias, António José Seguro recusou também fazer comentários, assim como sobre o não apoio de Luís Montenegro. .Defesa. Ameaças de Trump fazem candidatos presidenciais pedir autonomia europeia.Seguro diz estar "ansioso pela primeira reunião" com Luís Montenegro e promete "Saúde como prioridade".Ramalho Eanes: “Possivelmente a NATO vai explodir”