Carlos César, presidente do PS.
Carlos César, presidente do PS.Foto: Paulo Spranger

PS vai "propor uma norma para impedir aumentos de ganhos do Governo no setor dos combustíveis"

Carlos César defende que se deveria mexer também na carga fiscal das "grandes empresas e dos grandes lucros" nacionais.
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O presidente do PS anunciou esta quarta-feira, 28 de outubro, que o partido vai "propor uma norma para impedir aumentos de ganhos do Governo no setor dos combustíveis".

No entender de Carlos César, "o Governo, na sua desorientação, está, por um lado, a arrecadar receita, como acontece com a taxa de carbono, e, por outro, a fazer a despesa pública inútil crescer, como nas intervenções inoportunas na REN [Redes Energéticas Nacionais] e a alegada no BCP [Banco Comercial Português]".

Em Ovar, num plenário com militantes do distrito de Aveiro sobre o Orçamento de Estado (OE) para 2027, o dirigente socialista defendeu que se deveria mexer também na carga fiscal das "grandes empresas e dos grandes lucros" nacionais.

"É justificável introduzir aí um ambiente de maior responsabilidade social fiscal do que a já existente – devíamos requerer maior audácia na sua contribuição, dado o carácter extraordinário do momento que vivemos", explicou.

A tributação proposta pelos socialistas aplicar-se-ia não apenas ao setor dos combustíveis, mas também "à indústria do tabaco, à publicidade do jogo, aos jogos de azar ou aos fundos imobiliários que vão deteriorando o mercado habitacional acessível".

"Temos que ter consciência de que o Estado Social, a prazo, ou envolve novos meios de financiamento, ou soçobrará nas suas finalidades e depois, violentamente, na sua própria existência", frisou, justificando essas potenciais medidas com as previsões atuais.

Carlos César justificou ainda a viabilização pelo seu partido, no debate da generalidade, com o desejo de evitar instabilidade e de não dar desculpas ao Governo para fugir às responsabilidades.

"Decidimos viabilizar o OE – o que voltaremos a fazer no final, exceto se forem aprovadas ou declinadas medidas que desfaçam os compromissos que connosco o Governo assumiu (…) – porque não podemos deixar o país sem instrumento orçamental e parado por um processo eleitoral, nem queremos dar terreno à extrema-Direita", começou por explicar o líder socialista.

O presidente do partido também abordou medidas que considera particularmente justificadas pelo contexto atual, marcado por ameaças internacionais à paz, exigências de maior investimento na defesa, agravamento da pobreza, descapitalização das pequenas e médias empresas, e incerteza quanto aos futuros fundos comunitários.

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