O Presidente da República, António José Seguro, acedeu ao pedido do partido Livre para uma reunião. Isabel Mendes Lopes, co-porta-voz, informou no dia 11 de junho ter pedido uma audiência em Belém, que foi agora confirmada e agendada para dia 19, sexta-feira.Isabel Mendes Lopes expôs as preocupações do Livre quanto ao processo de revisão constitucional que está em decurso no Parlamento, que teve um recurso votado e recusado do PS sobre a decisão do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco. Em causa, o Livre contesta o despacho que suspende a entrega de projetos de revisão constitucional até dezembro. Assim, Aguiar-Branco devolveu ao Chega o projeto apresentado no dia 7 e que seria analisado em termos de admissibilidade. No fundo, a discussão foi atirada para 2027 e Isabel Mendes Lopes, a 11 de junho, categorizou de "golpada constitucional" e lamentou "o risco do regular funcionamento das instituições."Na altura, Isabel Mendes Lopes disse pedir a audiência com "o objetivo de explicar que está em causa o regular funcionamento das instituições, o cumprimento da Constituição e a lealdade que deveria reger a todos em democracia." Nessa altura, o Bloco de Esquerda também informara que pedira uma audiência sobre a mesma matéria. É expectável que no encontro com Seguro o Livre insista também na recusa ao pacote laboral, que terá, esta semana, um momento importante no Parlamento, com discussão nesta quinta-feira, depois de Luís Montenegro e André Ventura terem reunido, esta terça-feira, para acertar possíveis aproximações. Como tal, na sexta-feira haverá desenvolvimentos para que a discussão da lei possa chegar a Belém. Em entrevista ao DN, Rui Tavares recusou pressionar Seguro como o Bloco de Esquerda ou PCP têm feito, mas deixou claro esperar o veto político. "Durante a campanha eleitoral disse que este pacote laboral, da forma em que estava, usaria a caneta para o vetar. É isso que esperamos que o faça", explanou em entrevista ao DN em abril..Livre junta investigadores em conferência para criticar "retrocesso" laboral na proposta do Governo.Isabel Mendes Lopes: “Receio as contrapartidas que o Governo dará ao Chega para aprovar o Pacote Laboral” .Seguro diz que sempre desejou um "diálogo construtivo" sobre alterações às leis laborais