Gouveia e Melo associa Seguro a corte de pensões da 'troika'. Catarina questiona "campanhas milionárias"

Candidatos às eleições de domingo continuam nas ruas, numa altura em que, segundo a sondagem DN/Aximage, Ventura e Seguro estão bem posicionados para alcançar a segunda volta das Presidenciais 2026.
Gouveia e Melo associa Seguro a corte de pensões da 'troika'. Catarina questiona "campanhas milionárias"
FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/ LUSA

Jorge Pinto pede aos partidos que “levem a sério” denúncias de assédio

Jorge Pinto no Metro do Porto.
Jorge Pinto no Metro do Porto.FOTO: FERNANDO VELUDO/LUSA

O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje aos partidos que “levem a sério” denúncias internas de assédio e argumentou que quando estas questões não são investigadas está a falhar-se com as mulheres.

“[Faço] um alerta a todos os partidos políticos de que levem a sério estas denúncias e tomem medidas, porque se a denúncia foi feita e não houve medidas tomadas, não houve investigação - não sei, desconheço -, mas é também um falhanço que estamos a fazer a esta mulher e a outras”, disse, após ser questionado sobre o comunicado da ex-assessora do grupo parlamentar da IL, Inês Bichão, sobre o caso de alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo.

O candidato a Belém apoiado pelo Livre falava aos jornalistas à margem de uma ação de contacto com eleitores na estação de metro de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia.

Jorge Pinto pediu que, de forma a respeitar a vontade de Inês Bichão, não se faça deste episódio um “facto político” e insistiu que a presunção de inocência não deve ser convertida numa “assunção de culpabilidade” de quem faz as denúncias.

“De resto, prefiro não me pronunciar, porque a própria pessoa pede que deixemos o assunto seguir as suas vias, que pelos vistos serão as vias judiciais. A própria, em comunicado, diz que irá defender a sua posição em tribunal. Portanto, deixemos a justiça também seguir o seu curso”, pediu.

Jorge Pinto disse ainda que é “preocupante haver uma denúncia” de uma mulher que se “sentiu desconfortável por mais do que uma vez no seu local de trabalho” sem que, se for verdade o que é dito no comunicado, “tenha havido a devida investigação” interna.

Para o candidato, Inês Bichão “merece muito mais respeito” do que aquilo que tem sido dito por comentadores e nas redes sociais.

Lusa

Catarina Martins: “Temos candidatos com campanhas milionárias. Quem paga?"

Catarina Martins visitou hoje a feira semanal de Barcelos.
Catarina Martins visitou hoje a feira semanal de Barcelos.FOTO: HUGO DELGADO/LUSA

Catarina Martins insinuou hoje que os candidatos às eleições presidenciais com “campanhas milionárias” respondem a grandes interesses económicos, em comparação com a sua que diz responder apenas “a quem vive do seu salário e da sua pensão”.

“Temos candidatos com campanhas milionárias. Quem paga? A minha campanha é uma campanha quase sem orçamento, feita com a vontade das pessoas que se juntam. Porquê? Eu não respondo a nenhum grande interesse”, afirmou Catarina Martins.

Em declarações durante uma visita à feira semanal de Barcelos, Catarina Martins não gostou de ser questionada se acredita num resultado superior ao que as sondagens têm indicado, e que colocam a candidata apoiada pelo BE com uma intenção de voto de cerca de 2%.

Considerando que a insistência nos pedidos de comentário a sondagens, em prejuízo das ideias que os candidatos defendem, representa “uma manipulação da democracia”, a candidata a Belém sugeriu outras perguntas, nomeadamente sobre o financiamento das campanhas eleitorais.

“Houve candidatos que se embrulharam a campanha toda em insultos, em lama, em insinuações e que têm, na verdade, campanhas muito financiadas”, apontou.

Com um orçamento de 50,4 mil euros, Catarina Martins é uma das candidatas que prevê gastar menos na campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, à frente apenas de André Pestana, que espera gastar 7.200 euros, e Manuel João Vieira, que orçamentou uma despesa de 860 euros.

De acordo com os dados da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, a campanha mais cara é a de Luís Marques Mendes, que espera gastar 1,32 milhões de euros, seguido de António José Seguro, com uma despesa prevista de 1,13 milhões, Gouveia e Melo, que prevê um gasto de cerca de um milhão de euros, e André Ventura, que fica pelos 900 mil euros.

Ainda assim, a candidatura de Seguro é a que tem uma maior previsão de receita - e a única com uma receita superior à despesa -, uma vez que conta com donativos em espécie no valor de 225 mil euros, que aumentam o valor que terá disponível para a campanha para 1,49 milhões de euros.

Sem mencionar nomes de candidatos, nem concretizar a que interesses económicos se refere, Catarina Martins disse que não é a insinuação que importa, mas acabou por insinuar.

“Há quem possa ter campanhas milionárias e há quem faça campanhas com um vigésimo do orçamento, porque há quem responda seguramente a interesses económicos muito poderosos e há quem responda por quem tem um salário curto e luta todos os meses para pagar a fatura da luz, a fatura do supermercado, a renda da casa”, disse.

Questionada se orçamentou a campanha contando receber subvenção (atribuída apenas aos candidatos com, pelo menos, 5% dos votos), Catarina Martins afirmou que a sua campanha foi pensada em torno “da vontade das pessoas que se juntaram”.

“E tenho muito orgulho de chegar ao fim da campanha a saber que é fácil com a força de cada pessoa que acreditou, que deu o seu tempo, que fez o seu donativo e que quis estar nesta campanha”, acrescentou.

A esse propósito, confirmou que tanto a candidata como todos os membros da equipa que a acompanha desde dia 04 de janeiro, quando arrancou oficialmente, têm pernoitado em casa de familiares e amigos, dispensando sempre a necessidade de pagar alojamento.

“As pessoas desta feira que vêm falar comigo, acham que vivem como? É uma vida dura e a campanha deve ser uma campanha que é a campanha do país, das possibilidades que o país tem, não é nenhum sacrifício”, assegurou.

Lusa

Gouveia e Melo considera “inútil” o voto em Ventura que “faz parte do sistema”

O candidato presidencial Gouveia e Melo defendeu que é “completamente inútil” votar no seu adversário André Ventura e considerou que o líder do Chega também é parte do “sistema” em Portugal, mas tenta baralhar os eleitores.

Ao contrário do que se passou na primeira semana de campanha, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada está agora a aumentar a frequência dos seus ataques ao presidente do Chega.

No final de uma vista à Feira de Gondomar, após ser questionado pelos jornalistas sobre a generalidade das sondagens, o almirante sustentou a tese segundo a qual “o voto no doutor André Ventura, neste momento, é completamente inútil”.

“Neste processo eleitoral, com duas voltas, votar André Ventura é meter um único candidato na segunda volta. André Ventura está a baralhar um conjunto de hipóteses, sabendo que não será Presidente da República. Ele deseja ser primeiro-ministro e combater na Assembleia da República com o seu partido para esse objetivo”, justificou.

A seguir, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada tentou associar o presidente do Chega ao atual sistema político, contrapondo que a sua candidatura é a única independente e fora do sistema partidário.

“Eles é que fazem parte do sistema, incluindo André Ventura. O sistema partidário quer partidarizar esta eleição – e isso está errado. Não há mais nenhum candidato independente” nesta eleição presidencial, acentuou.

Depois, pediu para que se faça “um exercício anti-cinismo”. “Os meus adversários diziam que eram independentes, mas agora estão agarrados às estruturas partidárias. Um [Marques Mendes] até obrigou o primeiro-ministro [Luís Montenegro] a sair do conforto do seu gabinete para o ir ajudar. E há outro partido que, de forma cínica, se une à volta de um candidato, quando a maior parte desse partido, andava a criticar esse mesmo candidato. Isto é o sistema partidário no seu pior e estou aqui para ser uma alternativa a esse sistema”, advogou.

Tal como fez no discurso que proferiu na quarta-feira à noite, durante um jantar comício em Oeiras, Gouveia e Melo voltou a insurgir-se contra a influência das sondagens na evolução desta campanha eleitoral.

“Estou super confiante e vocês vão ter todos uma surpresa. Há uma diferença entre perceção e realidade. E só há uma realidade: a do voto nas urnas no domingo”, declarou.

 Lusa

Gouveia e Melo associa Seguro ao corte de pensões no período da 'troika'

O candidato presidencial Gouveia e Melo associou hoje o seu adversário António José Seguro ao corte do valor das pensões no período da troika e prometeu que, se for eleito, vetará qualquer decreto nesse sentido.

“Comigo não vai passar nenhum decreto-lei, nem nada, que comprometa as pensões das pessoas mais velhas”, declarou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada aos jornalistas no final de uma ação de campanha debaixo de chuva e vento forte na Feira de Gondomar.

Numa alusão ao período de assistência financeira a Portugal (2011/2014) – altura em que António José Seguro desempenhou as funções de secretário-geral do PS e em que o Governo PSD/CDS de Passos Coelho tinha maioria absoluta no parlamento -, Gouveia e Melo considerou que “há coisas que os políticos não podem aceitar”, porque “são indignas”, como o corte do valor das pensões.

“Pessoas que já não tinham capacidade de resistir, foram-lhes cortadas pensões. Esse corte foi apoiado por alguém que é da esquerda e não necessitava sequer de apoiar, porque havia uma maioria [PSD/CDS] na Assembleia da República. Comigo isso nunca vai acontecer”, declarou.

O almirante fez então uma promessa: “Não vou trair; comigo nunca mais haverá cortes de pensões para pessoas que não têm capacidade depois para fazer qualquer outra atividade”.

“Isso aconteceu no passado e foi o Tribunal Constitucional que evitou. Mas, antes, houve um alinhamento de pessoas que não tinham sequer que alinhar nisso. Agora, usam uma grande retórica, segundo a qual tinha sido para bem do país”, criticou, numa nova referência ao antigo secretário-geral do PS.

“Não podemos trair o povo que nos elege, não podemos trair os nossos ideais”, acrescentou.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada fez ainda uma alusão à recente estratégia do PS em relação às eleições presidenciais.

“De forma cínica, tenho visto um partido agregar-se à volta desse candidato, quando há dez dias, ou há quatro semanas, os mesmos que o criticavam agora dizem que é um candidato fantástico”, apontou.

Gouveia e Melo afirmou-se depois “farto de pose”. “Eu sou substância. E há uma diferença muito grande entre pose e substância”, rematou.

Lusa

IL nega que tenha havido qualquer queixa interna sobre alegado assédio de Cotrim

A Iniciativa Liberal já veio dizer que "é completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo", conforme foi dito com a ex-assessora do partido Inês Bichão.

"A Iniciativa Liberal rejeita visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova", sublinharam os liberais.

André Pestana revela que TC remeteu para a CNE a queixa por cortes no tempo de antena

O Tribunal Constitucional (TC) considerou que deve ser a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a analisar a queixa por cortes no tempo de antena da candidatura presidencial de André Pestana.

“O Tribunal Constitucional disse que viu com atenção as provas que nós enviámos, não questionou a veracidade destas provas, mas que a entidade competente, nomeadamente para as coimas, que estão associadas a situações como essas, é a Comissão Nacional de Eleições, porque, de facto, é gravíssimo ter sido cortado quando eu estava a concluir a ideia de que os principais partidos do sistema, PS, PSD e Chega, recebem mais de 5 milhões de euros, por ano, dos nossos impostos”, afirmou esta quinta-feira, 15 de janeiro André Pestana, em Coimbra.

A queixa foi apresentada na terça-feira no Tribunal Constitucional, depois de o candidato ter constatado cortes na transmissão do seu vídeo de Direito de Antena, na segunda-feira, em algumas regiões do país, com a operadora MEO e na RTP1.

Segundo o candidato presidencial, a situação verificou-se nas regiões de Lisboa, da Figueira da Foz e no distrito de Braga.

“Até estive a investigar, acho que é inédito na democracia portuguesa”, disse.

No caso da Figueira da Foz, uma das provas que foi enviada, o tempo de antena do candidato “em vez de ter dois minutos e meio, que são 150 segundos, tinha apenas 44 segundos”, referiu André Pestana, que falou em frente ao Palácio da Justiça, em Coimbra.

O candidato apresentou uma queixa também na CNE, aguardando ainda uma resposta.

Sobre a posição do TC, André Pestana disse acreditar que “cada entidade tem as suas competências” e que “legalmente seja previsto que seja a Comissão Nacional de Eleições”.

Relativamente à operadora MEO, o candidato presidencial referiu que aguarda primeiro a resposta das entidades competentes, porque “a lesão já está feita”.

Lusa

Ex-assessora da IL diz que "os factos" de alegado assédio de Cotrim foram reportados no partido em 2023. Candidato vai avançar com queixa-crime

Inês Bichão, ex-assessora da Iniciativa Liberal, disse esta quinta-feira em comunicado que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo “foi ilicitamente difundida”, sem o seu consentimento, acrescentando que "os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023”.

O partido desmentiu enquanto o candidato garantiu que vai avançar hoje com a queixa-crime e defendeu que os jornalistas "estão a ser instrumentalizados para dinamitar" a sua campanha às presidenciais.  

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Sondagem DN/Aximage coloca André Ventura e António José Seguro destacados a caminho da segunda volta

A sondagem da Aximage feita para o DN indica que André Ventura e António José Seguro devem ser os protagonistas da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro, e que até hoje só se realizou em 1986, quando o socialista Mário Soares derrotou o centrista Freitas do Amaral. 

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Bom dia, acompanhe aqui o dia da campanha eleitoral para as Presidenciais 2026 que se realizam no próximo domingo, 18 de janeiro.

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