A ex-assessora do grupo parlamentar da IL disse esta quinta-feira, 15 de janeiro, que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo foi difundida sem o seu consentimento, acrescentando que “a veracidade dos factos” envolvendo o candidato presidencial será apurada nos tribunais.Em comunicado enviado à agência Lusa, Inês Bichão refere que, na segunda-feira, 12 de janeiro, “foi ilicitamente difundido” e sem o seu consentimento, “conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público”, na rede social Instagram.“Essa divulgação está a ser instrumentalizada em contexto de campanha eleitoral, contra a minha vontade, no âmbito da qual não tive nem tenho qualquer intervenção. Os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023”, sublinha a advogada e consultora jurídica.A antiga assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal (IL) acrescenta que “a divulgação indevida de conteúdos privados, a exposição não consentida” do seu nome e da sua imagem, “bem como as ameaças e tentativas de intimidação” de que tem sido alvo, “configuram ilícitos juridicamente relevantes”.“Não pretendo alimentar esta polémica, mas não deixarei de exercer os meus direitos em sede própria, na qual a veracidade dos factos será apreciada nos quadros e com as garantias que o Estado de Direito assegura”, conclui Inês Bichão.A advogada e consultora jurídica adianta também à Lusa que, nesta fase, este comunicado é a única posição pública que vai assumir..Cotrim avança com queixa-crime Questionado sobre este comunicado, João Cotrim de Figueiredo garantiu que vai apresentar queixa-crime esta quinta-feira e que a veracidade dos factos será apurada em tribunal.O candidato defendeu que os jornalistas "estão a ser instrumentalizados para dinamitar" a sua campanha às presidenciais. "Eu não percebo como é que é possível lançar uma atoarda destas, sem confirmação absolutamente nenhuma. Estamos há quatro dias a falar disto. Tenho uma campanha para fazer", comentou, dizendo que não o podem obrigar a falar deste tema nos próximos dois dias, já que isso o desvia da sua campanha que é, na sua opinião, “provavelmente o propósito de quem pôs isto a circular”. “Eu não estou a dizer que foi a pessoa em si, alguém fez isto e está a conseguir", disse.O candidato desvalorizou ainda o facto de Inês Bichão ter realçado que a denúncia foi numa conta privada do Instagram: "Isso a mim diz pouco. O dano está feito. Cotrim de Figueiredo reafirmou que não tem "nada a esconder" e que o caso "será cabalmente esclarecido em tribunal". Iniciativa Liberal nega e fala em "campanha suja". A Iniciativa Liberal também já reagiu ao comunicado da ex-assessora. "É completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato Presidencial João Cotrim Figueiredo. A Iniciativa Liberal rejeita visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova", diz o partido.Cotrim de Figueiredo já tinha garantido ser “absolutamente e completamente falsa” a denúncia de assédio sexual por parte da ex-assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal (IL) e que iria avançar com uma queixa-crime.“Houve conhecimento dessa denúncia de ontem [domingo] e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora [ex-assessora da IL] pôs a circular e vai ser, obviamente, objeto de um processo de difamação”, afirmou Cotrim Figueiredo aos jornalistas, na segunda-feira, depois de confrontado com a publicação no Instagram de uma ex-assessora parlamentar da IL, através da qual diz ter sido vítima de assédio sexual. .Cotrim nega ter assediado ex-assessora parlamentar da IL. Gouveia e Melo diz que Seguro “nem controlou o PS”.Alegação de assédio na IL. Partido não esclarece se existiu denúncia interna