O secretário-geral do PCP disse esta sexta-feira (10 de julho) que o ministro da Educação propôs ser ouvido no Parlamento a 21 de julho sobre os problemas na classificação dos exames, uma data que os comunistas consideram “completamente inconcebível”.Em declarações à Lusa durante uma visita aos Bombeiros Voluntários de Sacavém, em Loures, Paulo Raimundo disse que se o ministro da Educação, Fernando Alexandre, mantiver a intenção de ser ouvido no Parlamento apenas no dia 21 de julho, o PCP avançará com um debate de urgência na próxima sexta-feira, o último dia com sessões plenárias antes das férias parlamentares.“É opção política, mas se o ministro teimar em evitar vir a 13, 14 ou 15 (de julho), então o PCP vai acionar todos os instrumentos que tem para forçar um debate de urgência sobre esta matéria. A única possibilidade que há é dia 17”, sublinhou.Raimundo considerou “completamente inconcebível” que o ministro da Educação, perante “esta situação toda”, tenha “decidido que o primeiro dia que tinha na sua agenda era dia 21 de julho”.O secretário-geral do PCP afirmou que o Governo “está enganado” se “pensa que se vai furtar na próxima semana a dar explicações”.O líder comunista acusou ainda Fernando Alexandre de uma “profunda falta de solidariedade” para com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, por deixar para o líder do Governo a responsabilidade de responder primeiro sobre o caso, no debate do Estado da Nação agendado para quinta-feira.“Eu não tenho que ter propriamente solidariedade com o primeiro-ministro, mas, de facto, o ministro da Educação, com a oportunidade que o PCP lhe criou para dar explicações à Assembleia da República, (...) diz que vai só 15 dias depois, deixando para o primeiro-ministro, para o debate do Estado da Nação, carregar às costas a responsabilidade disto tudo”, disse, ressalvando que é “claro que o primeiro-ministro também tem responsabilidades”.Na segunda-feira, o PCP pediu uma audição urgente do ministro da Educação, Fernando Alexandre, sobre os problemas verificados nas últimas semanas na avaliação dos exames nacionais.No pedido potestativo (de caráter obrigatório) dirigido à presidente da Comissão de Educação e Ciência, a bancada comunista justifica esta audição com a necessidade de o ministro esclarecer "quais as medidas que serão adotadas para que se garanta que nenhum estudante fique prejudicado face aos problemas verificados na época dos exames nacionais".Já esta quarta-feira, o secretário-geral do PCP desafiou a comparecer no Parlamento até ao final da próxima semana, admitindo, caso contrário, agendar um debate de urgência.O Chega vai insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e propôs o dia 17 de julho, depois de o primeiro pedido, para dia 15, ter sido indeferido pelo presidente do Parlamento.PCP admite debate de urgência sobre exames nacionais se ministro adiar audição na AR.Ministro da Educação vai ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre falhas na correção dos exames nacionais.Seguro pede solução rápida para os exames. Ministro garante estar a “trabalhar”