O secretário-geral do PAPC, Paulo Raimundo, visitou este domingo o festival Iminente, em Lisboa.
O secretário-geral do PAPC, Paulo Raimundo, visitou este domingo o festival Iminente, em Lisboa.Foto: Leonardo Negrão

PCP critica lucros petrolíferos "à custa da desgraça das pessoas" e exige fixação de preços dos combustíveis

O líder do PCP, Paulo Raimundo, à margem de uma visita ao festival Iminente, classificou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de ser o "pai da austeridade".
Publicado a
Atualizado a

O secretário‑geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou este domingo, 20 de setembro, o executivo de Luís Montenegro de falhar na resposta ao aumento dos combustíveis e de permitir que os grandes grupos económicos continuem a acumular lucros à custa da "desgraça das pessoas". À margem de uma visita ao festival Iminente, em Lisboa, o líder comunista defendeu que é necessário “fixar os preços, regular os preços, e beliscar aquilo que são os lucros dos grandes grupos económicos”.

O líder comunista responsabilizou diretamente o primeiro‑ministro, Luís Montengro, por esta situação e acusou-o de ser o "pai da austeridade", até a nível genético.

“Eu acho que o melhor era o senhor primeiro‑ministro fazer um teste de ADN, porque de facto ele já é o pai disso tudo, da austeridade, da prestação para nossas vidas, do aumento do custo de vida”, lançou Paulo Raimundo.

O secretário‑geral do PCP acusou ainda Montenegro de não agir perante os lucros das petrolíferas, afirmando que “as galp’s deste país continuam a concentrar lucros históricos, nunca vistos. Ora, das duas, três: ou se ataca isso, ou então o resto é tudo conversa”, defendeu. Para o também deputado comunista, o problema é estrutural e afirmou que “há alguém neste país, uns poucos neste país, que estão a encher, a encher e a concentrar riqueza à custa da desgraça de milhares de pessoas”.

O líder comunista dirigiu também críticas ao Governo por alegadamente beneficiar financeiramente do contexto internacional, afirmando que “o Governo está a lucrar com a guerra”, numa referência ao conflito no Irão. Defendeu que é urgente travar “esses lucros que são astronómicos” e garantir que têm impacto direto na melhoria das condições de vida.

Sobre o Orçamento do Estado de 2027, o líder comunista reiterou que o documento reflete a orientação política do Governo, que o PCP rejeita, por se tratar de "um instrumento da política do Governo".

Para Paulo Raimundo, "se a política do Governo é esta que nós contestamos, uma desgraça nacional", então enquanto "o Orçamento do Estado for um instrumento desta política, nós não podemos acompanhar".

"Aliás, até criticamos quem vai acompanhar isso”, frisou.

O secretário-geral do PAPC, Paulo Raimundo, visitou este domingo o festival Iminente, em Lisboa.
Líder do PCP vê ataque aos professores escondido nas promessas de Montenegro
O secretário-geral do PAPC, Paulo Raimundo, visitou este domingo o festival Iminente, em Lisboa.
Secretário-geral do PCP diz que país “está a saque” por “quadrilha” de direita
O secretário-geral do PAPC, Paulo Raimundo, visitou este domingo o festival Iminente, em Lisboa.
OE2026: PCP diz que "abstenção exigente" do PS significa "viabilização profundamente comprometida"
Diário de Notícias
www.dn.pt