Foi com aplausos de centenas de pessoas que estavam nas galerias do Parlamento que a proposta de lei do Governo para rever o Código do Trabalho que o diploma foi rejeitado, com os votos contra do Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP.Como os cidadãos das galerias não podem manifestar-se, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, mandou retirar quem estava a assistir à sessão.A única dúvida sobre a aprovação do documento residia na possibilidade de o Chega lhe dar luz verde, até porque, esta quinta-feira, quando a proposta de lei do Governo foi discutida no hemiciclo, André Ventura garantiu que haveria mudanças por ação do Chega.Porém, na manhã desta sexta-feira, houve um requerimento do Chega para que as votações fossem adiadas por 30 minutos, porque, confirmara André Ventura numa mensagem enviada horas antes aos deputados, não havia acordo com o Governo sobre a matéria, confirmando que o partido não iria "vergar-se" perante Luís Montenegro.De acordo com a mensagem de Ventura, que o Observador publicou na íntegra, "o Governo aceitou muitas propostas, mas não cedeu em matérias essenciais, desde o outsourcing (e o despedimento) até à idade da reforma". Em atualização..Pacote laboral. Ventura não assume viabilização, mas garante que algo vai mudar.PCP defende que pacote laboral tem de ser travado já e avisa para "cambalhotas" do Chega.Montenegro reserva prognósticos sobre Pacote Laboral para o final da votação