Diploma do Governo foi esta sexta-feira votado no Parlamento.
Diploma do Governo foi esta sexta-feira votado no Parlamento. Foto: Paulo Spranger

Pacote laboral rejeitado com chumbo do Chega e da Esquerda. Só PSD, CDS e IL votaram a favor

Depois de nove meses de negociação com parceiros sociais, sem chegar a acordo com a UGT, Governo levou à votação no Parlamento a proposta de lei para a revisão laboral. Depois de um impasse de meia hora antes da votação, documento do Governo foi rejeitado.
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Foi com aplausos de centenas de pessoas que estavam nas galerias do Parlamento que a proposta de lei do Governo para rever o Código do Trabalho que o diploma foi rejeitado, com os votos contra do Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP.

Como os cidadãos das galerias não podem manifestar-se, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, mandou retirar quem estava a assistir à sessão.

A única dúvida sobre a aprovação do documento residia na possibilidade de o Chega lhe dar luz verde, até porque, esta quinta-feira, quando a proposta de lei do Governo foi discutida no hemiciclo, André Ventura garantiu que haveria mudanças por ação do Chega.

Porém, na manhã desta sexta-feira, houve um requerimento do Chega para que as votações fossem adiadas por 30 minutos, porque, confirmara André Ventura numa mensagem enviada horas antes aos deputados, não havia acordo com o Governo sobre a matéria, confirmando que o partido não iria "vergar-se" perante Luís Montenegro.

De acordo com a mensagem de Ventura, que o Observador publicou na íntegra, "o Governo aceitou muitas propostas, mas não cedeu em matérias essenciais, desde o outsourcing (e o despedimento) até à idade da reforma". 

Em atualização.

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