PCP defende que pacote laboral tem de ser travado já e avisa para "cambalhotas" do Chega
MIGUEL A. LOPES/LUSA

PCP defende que pacote laboral tem de ser travado já e avisa para "cambalhotas" do Chega

Paulo Raimundo apelou à adesão à greve geral convocada pela CGTP para 03 de junho: "Todos à greve geral, mais um empurrão e o pacote vai ao chão".
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O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu esta terça-feira, 12 de maio, que o pacote laboral tem de ser travado já, antes de chegar ao parlamento, e avisou para eventuais mudanças de posição do Chega, a que chamou "partido das cambalhotas".

Paulo Raimundo, que falava no Largo de São Domingos, em Lisboa, no fim de um desfile do PCP, apelou por isso à adesão à greve geral convocada pela CGTP para 03 de junho: "Todos à greve geral, mais um empurrão e o pacote vai ao chão".

"Não é tempo de ficar à espera de nada, desde logo daquilo que vem da Assembleia da República, e muito menos na sua atual composição. É agora que é preciso continuar a travar este assalto. Não é depois da casa assaltada que se colocam as trancas à porta", argumentou.

Num discurso perante uma assistência cheia de bandeiras do PCP, Paulo Raimundo referiu-se ao Chega como "partido das cambalhotas" e "instrumento e criação dos grupos económicos", do qual "é de esperar tudo" também nesta matéria.

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O secretário-geral do PCP, defendeu que, desde a greve geral conjunta de CGTP e UGT de 11 de dezembro do ano passado, há "razões acrescidas para continuar essa luta", pelo aumento do custo de vida.

"É hora de dar mais um empurrão para o pacote laboral e, de uma vez por todas, ao chão", afirmou.

Questionado pela Lusa sobre a posição do secretário-geral da UGT, Mário Mourão, que em entrevista ao jornal Público classificou a greve geral de 03 de junho como extemporânea, Paulo Raimundo contrapôs que "seria um erro os trabalhadores esperarem que alguma coisa decorresse de positivo da Assembleia da República".

"É preciso travar isto e, portanto, é agora, não é depois de estar aprovado", insistiu.

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