Miranda Sarmento apresentou linhas gerais do Orçamento aos líderes parlamentares do PSD e do CDS-PP.
Miranda Sarmento apresentou linhas gerais do Orçamento aos líderes parlamentares do PSD e do CDS-PP.André Kosters / Lusa

OE2027: Hugo Soares critica "demagogia e populismo" dos partidos da oposição

Miranda Sarmento apresentou linhas gerais do Orçamento do Estado às bancadas da AD. Líder parlamentar do PSD elogiou política económica do Governo e disse que propostas do Chega levariam à bancarrota.
Publicado a: 
Atualizado a: 

O líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, criticou nesta terça-feira a "demagogia e populismo que grassa na nossa sociedade e nos partidos da oposição", defendendo que o impacto da redução do imposto sobre produtos petrolíferos pretendida pelo Chega levaria Portugal "a caminhar alegremente para a bancarrota". E defendeu a política económica do Governo, que minutos antes apresentara as linhas gerais da proposta de Orçamento do Estado para 2027 aos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP.

Na manhã seguinte às reuniões do ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, com os maiores partidos da oposição, tendo o Chega e o PS convergido nas críticas de "falta de sensibilidade" do Governo em relação ao aumento dos preços dos combustíveis e do cabaz alimentar, Hugo Soares argumentou que o Governo acaba de decidir uma redução no IRS e um "aumento extraordinário das pensões mais baixas", cujos efeitos serão sentidos em dezembro.

Para o líder parlamentar do PSD, que esteve na reunião com o seu homólogo do CDS-PP, Paulo Núncio, o Executivo de Luís Montenegro tem aprovado medidas "para aqueles que têm mais dificuldades, e aqueles que trabalham, poderem fazer face ao custo de vida". E, referindo-se à redução de oito cêntimos no preço dos combustíveis pretendida pelo Chega, perguntou se "iriam fazer a diferença", tendo em conta os 25 cêntimos de desconto no imposto sobre produtos petrolíferos "que o Governo já dá".

Garantindo "não ter estados de alma" quanto à possibilidade de a proposta de Orçamento do Estado para 2027 não encontrar ninguém na oposição disposto a viabilizá-la - o que implicaria, no mínimo, que Chega ou PS optassem pela abstenção na votação na generalidade, permitindo que seja alterado na discussão na especialidade, feita pela Comissão de Orçamento e Finanças -, Hugo Soares fez um apelo "à responsabilidade de todos os partidos" para ouvirem "a esmagadora maioria dos portugueses".

O social-democrata também voltou a dizer que "Portugal é hoje, aos olhos de todo o mundo, um dos países mais preparados para qualquer eventualidade", acrescentando que as opções do Governo asseguram superávites orçamentais - na véspera, Miranda Sarmento revelara uma previsão de 0,1% a 0,2% em 2027 - e permitem "uma constante redução dos impostos sobre as famílias e as empresas", o que resulta em "mais rendimento para fazer face às dificuldades".

As reuniões de Miranda Sarmento e Abreu Amorim com os partidos representados na Assembleia da República prosseguem nesta terça-feira, com os grupos parlamentares do Livre e do PCP, e os deputados únicos do Bloco de Esquerda, PAN - Pessoas, Animais, Natureza e Juntos pelo Povo. Para quarta-feira fica a Iniciativa Liberal, cujos deputados estarão nesta terça-feira num evento do seu gabinete de estudos, mas a proposta de Orçamento do Estado para 2027 só será entregue aos deputados a 9 de outubro.

Miranda Sarmento apresentou linhas gerais do Orçamento aos líderes parlamentares do PSD e do CDS-PP.
Oposição acusa Governo de falta de sensibilidade no Orçamento
Diário de Notícias
www.dn.pt