Luís Montenegro entregou documento na sede nacional do PSD.
Luís Montenegro entregou documento na sede nacional do PSD.Gerardo Santos

Moção de Luís Montenegro garante que PSD exclui acordos de governação com o Chega e com o PS

Documento estratégico com que o primeiro-ministro irá ser reeleito para a liderança social-democrata promete "coragem reformista e ambição responsável" num ciclo político "sem eleições no horizonte".
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A moção "Trabalhar - Fazer Portugal Maior", com a qual Luís Montenegro se candidata a um terceiro mandato enquanto líder do PSD, nas eleições diretas de 31 de maio, promete a "resolução dos problemas concretos das pessoas" e a transformação de Portugal, "a olhar para as gerações vindouras", mas também deixa clara a recusa de qualquer acordo de governação com o Chega ou com o PS.

"O PSD será fiel ao seu compromisso de não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS. O sentido do 'não é não' ao Chega é o mesmo do 'não ao bloco central' com o PS", lê-se no início da moção, que foi entregue na tarde desta segunda-feira pelo primeiro-ministro, e atual líder partidário, na sede nacional do PSD, em Lisboa.

Apesar disso, Montenegro ressalva que "não estabelecer um acordo de governação não pode nem deve significa rejeição de diálogo e negociação política". Com toda a oposição parlamentar ao Governo da AD, "e de forma particular com os dois partidos que na oposição têm representação suficiente para viabilizar iniciativas".

A moção também inclui um reparo à "óbvia demonstração do absurdo que se reveste falar de cercas sanitárias" na Assembleia da República quando os dois maiores partidos da oposição "também não têm excluído dialogar entre si e coligarem-se pontualmente contra os partidos que suportam o Governo".

Realçando que, "sem eleições no horizonte, é-nos exigida coragem reformista e ambição responsável", a moção com que Luís Montenegro se apresenta aos militantes sociais-democratas, sem que se perfile qualquer adversário, afirma que "os portugueses estão manifestamente cansados de eleições intercalares e querem que todos mostrem o que valem". De modo a que, no final da legislatura - sendo que nenhuma chegou ao fim desde 2019, quando terminou a 'Geringonça' -, Governo e oposições "sejam julgados pelo seu desempenho".

(em atualização)

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