O primeiro-ministro, Luís Montenegro
O primeiro-ministro, Luís MontenegroJOSÉ COELHO/LUSA

Montenegro diz que Portugal está na rota do crescimento e da credibilidade

Sobre o primeiro ano de governação, Montenegro diz que faz o “balanço todos os dias”, sublinhando que 2026 “tem sido um ano muito intenso de projeção de Portugal do ponto de vista económico e social”.
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O primeiro-ministro defendeu esta segunda-feira, 18 de maio, que o país está numa rota de crescimento e de credibilidade, acima da média da União Europeia do ponto de vista da dinâmica da economia e do crescimento dos salários.

Luís Montenegro, que falava em Caminha, à margem inauguração das obras de estabilização do paredão de Moledo, num investimento de 180 mil euros, garantiu que esse trajeto “é para continuar”, apesar de “alguns aproveitarem a ocasião destes episódios conjunturais para tentar diminuir esse percurso, dizendo que o país está pior”, sustentou.

Questionado pelos jornalistas sobre o primeiro ano de governação, Montenegro afirmou que faz o “balanço todos os dias”, sublinhando que 2026 “tem sido um ano muito intenso de projeção de Portugal do ponto de vista económico e social”.

“Estamos hoje muito marcados, e é normal, por um início de ano que foi muito atípico. Primeiro as tempestades, depois o agravar do conflito no Médio Oriente e o seu impacto na cadeia de abastecimento, primeiro nos combustíveis e depois já nos outros bens essenciais”, destacou.

Apesar dessas situações, o líder do executivo considerou que “o país está melhor”.

“Portugal é o país da OCDE onde as pessoas têm recuperado mais o rendimento, têm valorizado mais o seu trabalho, pagam menos impostos hoje do que pagavam há dois anos e há um ano também sobre o rendimento do seu trabalho, as empresas têm mais instrumentos para poderem inovar, para poderem empreender”, apontou.

O primeiro-ministro frisou que o Governo está “a recuperar os serviços públicos, (…) que Portugal é um dos países que tem os preços mais acessíveis de energia na Europa, (…), e que será “o terceiro mais competitivo nesse domínio”.

“Estamos no top 3, portanto, um fator que há alguns anos era, não vou dizer impeditivo, mas pelo menos inibidor de maior investimento, neste momento é atrativo. Nós temos capital humano, nós temos um apego grande às tecnologias, nós temos políticas públicas que favorecem o investimento e o trabalho, menos impostos, maior simplificação de procedimentos, como aliás estamos a ver também aqui agora neste perímetro do investimento público”, acrescentou.

Para Luís Montenegro, Portugal “e um país com razões para ambicionar, para continuar a colocar na vida concreta as pessoas aquilo que consegue fazer coletivamente”.

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