Proteção Civil avisa para o risco de cheias em vários municípios nos próximos dias
Proteção Civil avisa para o risco de cheias em vários municípios nos próximos diasFOTO: Reinaldo Rodrigues / Global Imagens

Moedas rejeita proposta socialista de dotar três milhões de euros para fundos de emergência para tempestades

Alexandra Leitão, do PS, propôs na Câmara um plano de reconstrução, proteção das famílias e do tecido económico. Coligação lamenta "oportunismo político" e diz que tem apostado já na prevenção.
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Como o DN antecipou, o Partido Socialista priorizou, em Lisboa, iniciativas de resposta às depressões e tempestadas climatéricas que têm assolado o país. Na capital, Alexandra Leitão defendeu esta sexta-feira, 13 de fevereiro, a necessidade de criar um programa municipal de emergência para apoiar famílias, comércio local, associações, coletividades desportivas e equipamentos afetados pelas recentes intempéries, com a dotação inicial, extraordinária, de três milhões de euros, mencionando "prejuízos significativos."

Além de pedir a avaliação de infraestruturas, tal como o Bloco de Esquerda fizera relativamente aos deslizamentos de terra que obrigaram a evacuações, os socialistas queriam a canalização de uma verba para a reconstrução, proteção das famílias e do tecido económico, e reforço da resposta no espaço público.

"Face ao aumento da frequência de fenómenos meteorológicos extremos, na perspetiva do PS exige-se uma resposta municipal célere, estruturada e proporcional, que não se limite à reposição da normalidade, mas que assegure também a proteção social e económica dos munícipes diretamente atingidos", podia ler-se, recuando a uma proposta de 2020 em que Fernando Medina terá alocado "90 milhões de euros para apoiar empresas, famílias, associações e setor cultural."

"Oportunismo político", acusa Moedas

A proposta foi recusada pela coligação de direita liderada por Carlos Moedas - agora com nove votos, maioritária, para as decisões, face à cooptação da vereadora Ana Maria Simões, que tinha sido eleita pelo Chega. Em comunicado enviado ao DN, o presidente da câmara de Lisboa critica o "oportunismo político". "Face a tudo o acima exposto, esta proposta do PS, além de politicamente oportunista, revela-se extemporânea e desprovida de sustentação. Cada área da câmara municipal está a proceder a essa recolha, que, infelizmente, não está terminada em virtude de as condições meteorológicas continuarem a provocar danos na cidade. Votamos contra esta proposta porque é demagógica e de uma ligeireza que a ocasião não recomenda. Este Programa Municipal de Emergência prevê, por exemplo, um pacote financeiro extraordinário de três milhões de euros, mas, para que se tenha noção da impreparação da proposta, só as intervenções no pavimento rondarão o dobro desse montante", advogou, em tom muito crítico, Carlos Moedas.

O presidente da capital destaca que "felizmente, até à data, a intempérie não provocou o mesmo nível de danos do que os que foram verificados noutras zonas do país e não é comparável com as cheias de 2022", vincando a aposta na prevenção e nas obras paralelas ao Plano de Drenagem.

"São disso exemplos o túnel de Sete Rios, a bacia de retenção na Praça de Espanha, o novo coletor do Beato ou o reforço dos coletores da Avenida de Berna e do Martim Moniz", detalhou em comunicado, precisando que "foram criados e reforçados todos os meios e a articulação para emergências e socorro com o funcionamento do Conselho Municipal de Proteção Civil, que reúne a Proteção Civil Municipal, Bombeiros e Polícia Municipal" para dar resposta "a todas as solicitações e necessidades da cidade." 

"O PS chega tarde, chega mal e chega com o foco errado a este debate. O tempo e os lisboetas não pedem jogos políticos; pedem ação e a resolução dos seus problemas. É com isso que contarão da nossa parte", termina, Carlos Moedas.

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