A líder da IL, Mariana Leitão, afirmou que "falar de reforma laboral exige uma coragem que a maioria dos partidos não tem", acusando a esquerda de ter passado "décadas a convencer os portugueses de que flexibilidade é sinónimo de exploração, que qualquer mudança nas regras do trabalho é um ataque aos trabalhadores, e que o melhor sistema é o que existe, por piores que sejam os resultados". "É uma mentira politicamente rentável" para os partidos "que vivem dos interesses instalados" e "para centrais sindicais que existem para defender os interesses dos seus dirigentes". "Portugal trabalha mais do que a média europeia e ganha 37% menos. A produtividade por hora trabalhada é 35% abaixo da média da União Europeia. Um em cada cinco jovens está desempregado. Dos que trabalham, quatro em cada dez estão em contratos precários. Mais de 73% ponderam emigrar" elencou a deputada, concluindo que "este é o resultado previsível de décadas de de um mercado de trabalho contaminado pelas ideias da extrema-esquerda"."A ligação entre flexibilidade e salários não é uma teoria liberal. É o que os dados europeus mostram há décadas. Os países com mercados de trabalho mais flexíveis têm os salários mais altos", rematou, explicando que, "quando os trabalhadores se podem mover livremente para onde valem mais, o talento vai para sectores mais produtivos e os salários sobem por pressão do mercado"."A rigidez não protege os salários, mantêm-nos artificialmente baixos", considerou Mariana Leitão, acusando a esquerda de nunca ter explicado isto..A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, durante a apresentação da proposta de lei do Governo que pretende rever a Lei do Trabalho, acusou o PS de ter "tiques de fascínio pela luta de classes", depois de ter deixado o país em estagnação.A governante afirmou que o "país nunca esteve bem" e desafiou o Parlamento a aprovar o pacote laboral, apelando à "coragem" de permitir que o país cresça.A ministra do Trabalho argumentou que Portugal está "35% abaixo da média europeia" em produtividade, e falou num "dueto nostálgico" entre PS e PCP, por já terem anunciado o voto contra esta iniciativa.Maroia do Rosário Palma Ramalho aludiu à geringonça e falou num "neo-marxismo e, dizê-lo mesmo, marxismo-leninismo", colando esses rótulos aos dois partidos da esquerda."O Governo está aqui para provar que o país pode mais e deseja mais", afirmou, acrescentando que se a "recusa cair nas armadilhas do passado"."É um erro fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes", disse, antes de sustentar que é "um erro diabolizar o mundo empresarial, quando 98% das nossas empresas são micro".Para justificar esta proposta, a ministra garantiu que "a reforma laboral de Cavaco Silva" permitiu acelarar o PIB e baixar o desemprego para os 4%."A reforma de Passos Coelho, cujo efeito se sente até hoje, devolveu o país a um crescimento de 2%", explicou, acusando os partidos da oposição de terem optado "por desinformar"."Fiquem tranquilos", apelou aos trabalhadores, afrmando que "ao contrário do que vos quiseram convencer, não há nenhum corte nos direito dos trabalhadores". "Pelo contrário, eles são reforçardos", prometeu..BE cola o Chega à proposta do GovernoO deputado único do BE, Fabian Figueiredo, questionou a ministra sobre "para onde vai o salário?", tendo em conta que em "Portugal é um país onde se trabalha muito por pouco salário""O Governo decidiu avançar com este pacote laboral" agravando a situação, acusou Fabian Figueiredo, acrescentando que a "ministra acha tratando pior quem permite que o país avance" é modernizar."A senhora minstra não está sozinha", completou o deputado bloquista, evocando: "ouvimos durante meses o Chega a berrar contra o pacote laboral" para depois apresentarem "48 propostas de alteração ao pacote laboral" onde "não se encontra a linha vermelha de baixar a idade da reforma"."Uma proposta que podia ter saído do seu gabinete", vincou Fabian Figueiredo.. Em atualização..Montenegro diz que Governo não tem "nenhum fetiche" com as leis laborais.Montenegro reserva prognósticos sobre Pacote Laboral para o final da votação.Livre junta investigadores em conferência para criticar "retrocesso" laboral na proposta do Governo