Ministra da Justiça rejeita acusações de mentiras e defende atuação na Operação Pacoba
A Ministra da Justiça, Rita Júdice, rejeitou esta quarta-feira (9 de setembro) as acusações de falta de transparência e de alegadas mentiras na gestão das polémicas relacionadas com a Polícia Judiciária e com o ministro da Administração Interna. A resposta foi dada durante a audição regimental na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, depois de a deputada do Chega, Cristina Rodrigues, ter questionado a coerência das versões apresentadas pelo Governo sobre os custos de destruição dos bidões com produtos químicos utilizados para separar drogas de outros produtos apreendidos na Operação Pacoba.
Confrontada com a possibilidade de existir uma contradição entre a informação prestada pelo Ministério da Administração Interna e a resposta enviada pelo seu gabinete ao Chega, Rita Júdice garantiu que "não houve qualquer mentira, ninguém mentiu." A ministra explicou que os valores incluídos na resposta oficial resultaram de informação transmitida pelos serviços da Polícia Judiciária, sublinhando que está a ser feita uma verificação detalhada para confirmar se todos os itens constantes do orçamento dizem respeito exclusivamente à Operação Pacoba.
A governante admitiu estar “incomodada” com a situação e revelou ter pedido ao diretor nacional da PJ que assuma pessoalmente a apuração ponto por ponto dos factos, incluindo a integração desta matéria na investigação interna já em curso. Júdice esclareceu ainda que o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) não tinha competência para solicitar orçamentos, uma vez que os materiais estavam à guarda da PJ.
Perante novas dúvidas levantadas pela deputada – incluindo a existência de quatro atrelados e não apenas um – a ministra reafirmou que a PJ está a acompanhar todos os temas e rejeitou a ideia de desorganização na instituição, que Cristina Rodrigues tinha levantado.
"Não vale a pena tentarmos pôr em causa constantemente a Polícia Judiciária", afirmou, defendendo a necessidade de cautela no debate público sobre uma estrutura “centenária” e essencial ao Estado.
Em atualização.

