Marcelo diz que decisão de Montenegro de assumir pasta da Administração Interna é “sinal político”
PAULO NOVAIS/LUSA

Marcelo diz que decisão de Montenegro de assumir pasta da Administração Interna é “sinal político”

Presidente da República considerou “uma decisão compreensível” o primeiro-ministro assumir a pasta numa situação de mau tempo, “que ainda vai durar nos próximos dias”.
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O Presidente da República considerou esta quarta-feira, 11 de fevereiro, que a decisão do primeiro-ministro de assumir a tutela do Ministério da Administração Interna é “um sinal político” dado ao país.

“O senhor primeiro-ministro, ao assumir, nestes dias que são particularmente sensíveis, quis dar um sinal político”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas quase no final de uma visita à região de Coimbra, que vive por estes dias o risco de cheias na bacia do Mondego.

Maria Lúcia Amaral demitiu-se na terça-feira do cargo de ministra da Administração Interna, com o primeiro-ministro a assumir aquela tutela.

Com Luís Montenegro ao seu lado na visita, o Presidente da República considerou “uma decisão compreensível” o líder do Governo assumir a pasta numa situação de mau tempo, “que ainda vai durar nos próximos dias”.

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“Eu acho que foi uma boa solução”, disse, considerando que o sinal dado por Luís Montenegro é de “reforço político num tempo em que o combate é coletivo, é solidário”.

A demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que constitui a primeira saída do atual Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, foi divulgada na terça-feira à noite através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

A constitucionalista Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta de ministra da Administração Interna em 05 de junho 2025, com a posse do XXV Governo, depois de oito anos à frente da Provedoria de Justiça, e deixa o executivo passados oito meses.

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A demissão surge num contexto de uma série de depressões e tempestades que têm assolado o país.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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