O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse esta quarta-feira (11) que o “foco do Governo” é apoiar as pessoas, escusando-se a responder sobre quem será o próximo ministro da Administração Interna.“O nosso foco no Governo, como desde a madrugada do dia 28 [de janeiro], é o mesmo, apoiar as pessoas, socorrer, socorrer depressa, prevenir os riscos, sempre e na medida do possível, mas com toda a nossa mobilização, e fazer uma recuperação rápida que está a chegar às empresas, às famílias”, afirmou o ministro, que falava aos jornalistas na Assembleia da República.Questionado várias vezes sobre o sucessor de Maria Lúcia Amaral na Administração Interna, Leitão Amaro não respondeu, nem disse se está disponível para assumir a pasta.“O momento é de nos unirmos para socorrer, apoiar, prevenir e lançar a recuperação, tudo o resto é secundário. E posso garantir que todo o Governo, todo o Estado, os mais de 35 mil operacionais que estão no terreno estão mobilizados para responder na medida do necessário”, salientou.O ministro da Presidência assinalou que “continua a haver pessoas sem eletricidade, pessoas sem comunicações, pessoas que agora têm o risco de verem as suas casas invadidas pelas cheias” e pediu aos portugueses que “por favor sigam as orientações” das autoridades porque “a vida humana é o mais precioso”.“O foco neste momento é ajudar quem está a passar momentos difíceis”, referiu.“É um momento difícil para muitos portugueses, a catástrofe que estamos a viver desde a noite do dia 28 de janeiro não parou, vai continuar, há populações severamente ameaçadas, nós estamos todos mobilizados e é esse o nosso foco, é apenas esse, é socorrer quem precisa, prevenir o que for possível e continuar um esforço muito rápido”, acrescentou.Na terça-feira à noite foi comunicado que Maria Lúcia Amaral se demitiu das funções de ministra da Administração Interna, pasta que, transitoriamente, será assumida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro..Maria Lúcia Amaral demite-se na véspera do debate quinzenal.Reações à demissão. Marcelo respeita vontade da ministra, PS e Chega colocam em causa capacidade do Governo