Luís Neves
Luís NevesCarlos Carneiro / Global Imagens

Luís Neves diz estar “tranquilo e desejoso” que auditoria à PJ seja feita e conhecida

Ministro da Administração Interna rejeita que escrutínio à sua passagem pela Polícia Judiciária seja uma questão pessoal e garante estar “motivado” e com “todas as condições” para exercer o cargo.
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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, diz estar “tranquilo e desejoso” que a auditoria à sua atuação enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), determinada pela ministra da Justiça, Rita Júdice, seja realizada e os resultados conhecidos. “É com toda a tranquilidade e até desejo efetivamente que esse trabalho seja feito para se conhecer todo o percurso da instituição”, afirmou esta segunda-feira, 10 de agosto, em Gouveia.

Questionado sobre o escrutínio à sua passagem pela liderança da PJ, Neves rejeitou que esteja em causa uma questão pessoal e lembrou que, durante os anos em que esteve à frente da polícia, foram realizadas várias inspeções. Por isso, perante as questões dos jornalistas em relação à sua continuidade no Governo, foi perentório: “Claro que tenho todas as condições”.

“Os problemas resolvem-se um a um”, acrescentou, garantindo sentir-se “motivado”, “entusiasmado” e “muito enobrecido por estar a servir nestas funções”, à semelhança do que diz ter feito “nos últimos 30 anos como servidor público”.

Em declarações reproduzidas pela RTP, Neves destacou a obra feita na PJ, como o reforço de meios da instituição: “Tivemos o maior orçamento, tivemos mais pessoal. Tivemos obras em todos os edifícios da PJ.” O ministro lembrou ainda que, durante a sua liderança, a PJ recebeu funcionários do antigo SEF. “Fizemos um trabalho extraordinário que foi receber as pessoas do SEF que tinham sido maltratadas e foram instaladas e acolhidas”, afirmou.

“A prevenção tem de ser nos 365 dias”

Sobre os incêndios, Neves defendeu a mudança de prioridades na política de combate ao fogo, seguindo o mesmo tom de Luís Montenegro poucas horas antes. “Até 2017, 80% das verbas eram gastas no combate”, afirmou, garantindo que a aposta do Governo é agora “definitivamente na prevenção”, que representa 54% do investimento atual.

“A prevenção tem de ser nos 365 dias”, insistiu, apontando a necessidade de “limpar, organizar, preparar e ter mentalidade de trabalho em conjunto”.

Perante o agravamento das condições meteorológicas previsto para os próximos dias, admitiu que o Governo poderá recorrer a “medidas de exceção, como a questão da calamidade ou pedir ajuda externa”, afirmou.

Proteção reforçada para o eclipse

Luís Neves foi também questionado sobre a concentração de pessoas em zonas de risco para assistir ao eclipse solar de quarta-feira (12). O ministro garantiu que “todos os agentes da Proteção Civil, a GNR e o ICNF estão imbuídos em estarem mais presentes, mais atentos”, para que “esse momento único da história da vida humana seja um momento de felicidade e não traga qualquer risco acrescido de incêndios”. “Poucos não podem pôr em causa todo o coletivo”, concluiu.

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