Luís Neves garante que não vai "pôr o lugar à disposição"

Ministro da Administração Interna é ouvido esta terça-feira na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades no mesmo dia da votação da moção de censura do Chega ao Governo.
Luís Neves no Parlamento
Luís Neves no ParlamentoFoto: Gerardo Santos

Bom dia.

Iniciamos aqui o acompanhamento da audição parlamentar ao ministro da Administração Interna, Luís Neves.

A audição regimental tem como objetivo fazer um balanço e prestar esclarecimentos aos deputados sobre as políticas do ministério, mas Luís Neves deverá ser confrontado com perguntas dos deputados sobre as polémicas que têm surgido nos últimos quase dois meses e que resultaram na moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega.

Luís Neves no Parlamento
SIRESP, aeroportos e Proteção Civil na defesa de Luís Neves em audição

Luís Neves insiste: "Não vou pôr o lugar à disposição"

"Aguardemos as investigações", lançou Luís Neves quando questionado por Pedro Pinto sobre quando colocará o lugar à disposição. Antes disso, Luís Neves garantiu que não irá "pôr o lugar à disposição".

"Não são apenas as investigações judiciais e as polémicas que corroem este ministério", insistiu a deputada do Chega Vanessa Barata, acusando Luís Neves de incapacidade de gerir a sua tutela, para além de fazer "nada", contrariando a intervenção inicial do ministro, que resumiu a sua atuação no Ministério da Administração Interna.

Chega pergunta ao MAI quando é que sairá. "Quando o Governo cair", garante Luís Neves

O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, começa a ronda de perguntas ao ministro questionando-o sobre quando deixa o cargo, reforçando a ideia de que não tem condições para o manter.

"Só quando o Governo cair" ou quando o primeiro.ministro assim entender, garantiu Luís Neves.

Luís Neves: "estou disponível para o escrutínio público, financeiro e jornalístico"

O ministro da Administração Interna, durante as declarações iniciais na audição regimental na Comissão dos Assuntos Constitucionais, garantiu, sobre a sua "atuação passada", garantiu que assumiu "sem reservas alguns erros" e mostrou-se disponível "para o escrutínio público, financeiro e jornalístico"

"Serão as autoridades competentes a avaliá-las, lançou, afirmando que "nenhuma dessas decisões visou o enriquecimento fosse de quem fosse", para além assegurar que nunca lesou o estado.

Luís Neves disse que "enquanto as instituições [judiciárias] fazem o seu trabalho, continuaremos a fazer o nosso trabalho".

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