Direito à habitação tem sido uma das bandeiras do Bloco de Esquerda.
Direito à habitação tem sido uma das bandeiras do Bloco de Esquerda.Rita Chantre / Global Imagens

Lisboa. Bloco de Esquerda quer refeições gratuitas na escola pública e limitar aumento de rendas até dezembro

Carolina Serrão apresenta proposta com 25 medidas para combater aumentos no custo de vida na capital. Em 2022, recorda que foi aprovado pacote por 31 milhões de euros. BE pede debate urgente.
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O Bloco de Esquerda avançou com um pedido urgente de reavaliação do custo de vida na cidade de Lisboa e propôs à Câmara Municipal 25 medidas num plano municipal focado em mitigar os efeitos vindos dos mercados petrolíferos e da evolução dos preços da energia e combustíveis. A proposta entrara no dia 16 de março, mas foi agora pedido o debate urgente para quarta-feira, em reunião de Câmara.

Apontando "uma taxa de inflação homóloga em torno de 2,1% no início do ano e custos de construção a crescerem", Carolina Serrão lembra que, em 2022, "num contexto de crise inflacionária aguda, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou uma deliberação com um pacote de 22 medidas de mitigação social e económica." Nessa altura, os bloquistas mencionam que foi investido um valor de 31 milhões de euros. Estimam, portanto, que o valor possa ser relativamente próximo ao dessa data, recordando que o orçamento municipal da capital se cifra acima dos 1.345 milhões de euros.

Entre as várias propostas a que o DN teve acesso destaca-se a atualização do "Cabaz Bebé", que presume "um voucher no valor de 100 euros às famílias com crianças até aos 18 meses de idade beneficiárias do RSI e um cabaz mensal de produtos alimentares e de higiene para crianças até 18 meses pertencentes a agregados beneficiários de prestações sociais mínimas".

O Bloco pretende "repor o regime reforçado de dedução de 30% nas despesas com habitação, medicamentos, serviços básicos, prestações de alimentos a dependentes e faturas energéticas", reduzir no próximo ano letivo "a comparticipação familiar" nas atividades de tempos livres nas escolas para escalões A, B e C, "assegurando o correspondente reforço de transferências para as Juntas de Freguesia", avançando ainda com "a gratuitidade das refeições escolares do pré-escolar ao secundário em todas as escolas públicas do município de Lisboa a partir de 2026/27."

Nos transportes, Serrão pede a "gratuitidade das GIRA e reembolso de 100% do passe Navegante municipal para desempregados inscritos no IEFP" e na energia lançar um "programa de subsídio até 70% para habitação municipal e equipamentos sociais", além de apoiar empresas que precisem de dotar infraestruturas de "isolamento térmico" e "a fundo perdido em zonas de reabilitação urbana e mercados municipais."

Nos mercados e feiras, o Bloco pede uma redução de 30% de taxas, priorizando, depois, na habitação, que não se aumente "as rendas de habitação municipal para famílias e instituições sociais ou culturais até final do ano" e que se reforce "o subsídio municipal ao arrendamento para elevar em dois mil o número de agregados."

Determinando a articulação com as IPSS e com as Juntas de Freguesia, o Bloco de Esquerda propõe ainda a criação de um "Observatório Municipal do Custo de Vida", que reporte, trimestralmente, preços de bens e serviços essenciais, além de valores médios de rendas, energia, água e transportes.

O Bloco de Esquerda tem apresentado também a nível nacional pacotes semelhantes e é uma meta do próprio coordenador do partido, José Manuel Pureza, procurar acordos governativos nesse sentido. Levou o tema, por exemplo, à reunião com António José Seguro, Presidente da República.

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