José Manuel Pureza, coordenador do BE, com a candidata presidencial Catarina Martins
José Manuel Pureza, coordenador do BE, com a candidata presidencial Catarina Martins FERNANDO VELUDO/LUSA

José Manuel Pureza: "A ministra da Administração Interna já não o devia ser"

Coordenador do Bloco de Esquerda critica erros do Governo e entende que Maria Lúcia Amaral não tem condições. BE propõe ao Estado que pague 1342 euros por adulto afetado pela tempestade Kristin.
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O Bloco de Esquerda critica duramente o Executivo na reação à depressão Kristin e pede a saída da ministra Maria Lúcia Amaral. "A ministra da Administração Interna já não devia ser ministra da Administração Interna há muito tempo. A sua inadequação àquela função tem sido patente há longo tempo e só a teimosia do primeiro-ministro em manter aquela pessoa no cargo tem permitido que isso aconteça com prejuízo para o país. O desempenho da Ministra da Administração Interna no contexto desta tempestade e dos efeitos económicos e sociais e humanos que ela teve é o culminar de todo um caminho de inadequação e de incapacidade de resposta à altura das responsabilidades", explicou em conferência de imprensa José Manuel Pureza.

Fabian Figueiredo, deputado único no Parlamento, realçou exatamente a mesma ideia, alargando a contestação a outros tutelares: "Nunca mais o país pode ter, numa situação de emergência, o comandante da Proteção Civil no estrangeiro. Nunca mais o país pode ter a ministra da Administração Interna em plena intempérie a distribuir espadas numa cerimónia completamente secundária. A Ministra da Administração Interna não devia estar a comandar as operações? Não fazia falta no gabinete de gestão da crise? Foi dispensada pelo Primeiro-Ministro? Todas as perguntas que nos ocorrem fazer só podem dar mais respostas. Está a mais no Governo. Por isso, no rescaldo, a ministra da Administração Interna, esperamos nós, deve pôr o seu lugar à disposição, ou então, se não o entender fazer, que o primeiro-ministro a demita e a substitua por alguém que esteja à altura da exigência da função", declarou Fabian Figueiredo, alargando a crítica ao Executivo: "Nunca mais o ministro da Presidência ou o ministro da Defesa podem achar que, no contexto de uma catástrofe destas, podem fazer números mediáticos, seja mobilizando as Forças Armadas, seja mobilizar os meios do Governo para o exercício de propaganda nas redes sociais. E nunca mais o país pode ter um primeiro-ministro que não está à altura da dor das populações que perderam entes queridos ou que perderam as suas casas."

O Bloco apresentou uma dezena de medidas para responder à depressão Kristin. Pede um apoio extraordinário às famílias até 1342 euros por adulto de agregado que perdeu rendimento, vincando que esse pode ser alcançado via apoios europeus após a declaração de Estado de calamidade. O partido sugere ainda uma prorrogação automática por seis meses de todos os subsídios de desemprego que terminem no primeiro trimestre e a isenção do imposto relativo a 2026 em IMI para imóveis com danos estruturais severos certificados. Avança ainda com um pedido de suspensão de despejos e denúncias de contrato nos concelhos afetados até dezembro de 2026, sugerindo também uma indemnização base de 180 mil euros por morte ou incapacidade permanente absoluta devido à tempestade e ainda o adiantamento imediato de 25% do valor total, que deve ficar a cargo do Estado, para a reconstrução das zonas afetadas.

Foi comunicado que será tema central do debate quinzenal com o primeiro-ministro esta quarta-feira e que se agendará um debate potestativo sobre o mesmo tema para dia 4 de março.

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