Jorge Pinto passou de um candidato com lastro após os debates, prometendo um resultado até, possivelmente, acima de Catarina Martins e António Filipe, para uma representação que não chegou sequer a 1%. O último debate televisivo, onde disse que não seria por si que Seguro não iria à segunda volta, confundiu eleitores e a semana final de campanha teve o candidato, humildemente, a dizer compreender que fossem dirigidos os votos para Seguro. Escreveu uma carta a militantes por isso mesmo.O Livre, que vinha de 4,07% das Legislativas, elegendo seis deputados, vê uma queda abrupta na popularidade na candidatura unipessoal do seu deputado. Rui Tavares, contudo, não fez leituras eleitorais derrotistas. "Quem desperdiçou capital político foi Luís Marques Mendes ao recusar posicionar-se para a segunda volta", criticou o co-porta-voz. Foi aliás essa a principal leitura da noite, o ataque à direita que não se posiciona ao lado do centro-esquerda.Os líderes do Livre, em conferência de imprensa conjunta no Amarante Cine-teatro, 'quartel-general' da candidatura de Jorge Pinto, disseram ser "altamente preocupante" que Mendes e PSD não se posicionassem em prol de Seguro na segunda volta das Presidenciais. "O partido estará do lado da Democracia, sempre do lado da defesa da Constituição", disse Isabel Mendes Lopes, no discurso proferido pelos responsáveis do partido, ao qual o DN teve acesso.Rui Tavares prosseguiu o ataque ao PSD e à Iniciativa Liberal. "Dão razão a André Ventura quando diz, depois destes resultados, que é o líder da direita portuguesa. Não se afirmam na dicotomia que é essencial vincar agora, que é entre democratas e antidemocratas, entre os que defendem a Constituição e aqueles que pretendem atacar a Constituição", lamentou..Jorge Pinto garante que candidatura vai até ao fim.Jorge Pinto põe-se em segundo plano e exorta os próprios militantes a "votar livremente"