IL rejeita moção de censura e acusa Chega de “escolher o caos”
A Iniciativa Liberal vai votar contra a moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo, anunciou a líder do partido, Mariana Leitão, argumentando que o país não pode ser novamente arrastado para uma crise política provocada por cálculos partidários.
A posição foi explicada por Mariana Leitão numa entrevista à CNN Portugal onde sublinhou que “não se resolve o problema Luís Neves criando um problema ainda maior”, defendendo que os portugueses não devem ser “vítimas de mais uma crise política”.
Para a IL, o caso que envolve o ministro Luís Neves é grave e fragiliza o Executivo, revelando “grande irresponsabilidade” do primeiro‑ministro. A bancada liberal considera ainda que Luís Montenegro deve demitir o ministro, lembrando que há membros do Governo que “não entendem porque é que Luís Neves está lá sentado ao seu lado”. Contudo, insiste que a resposta adequada é política e institucional e não a criação de instabilidade.
A moção de censura, acusa a IL, é mais um exemplo das “manobras habituais” do Chega, que procura transformar um caso circunscrito num instrumento de pressão para provocar uma nova crise. O partido liberal afirma que não acompanhará estratégias que instrumentalizam a vida dos portugueses e recusa participar num cenário de “caos” político.
Apesar de rejeitar a moção, a IL promete continuar a exigir esclarecimentos sobre o caso Luís Neves e a pressionar tanto o Governo como o Presidente da República para que resolvam o problema “de vez”.
“Uma coisa é exigir responsabilidades e respostas. Outra é querer aproveitar este caso para lançar o país em mais uma crise política. A Iniciativa Liberal não escolhe o caos, escolhe a responsabilidade”, conclui o partido.

