Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal.
Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal. Foto: Leonardo Negrão

IL diz que não é novidade ver PS e PSD envolvidos em situações de ilegalidade no poder local

Mariana Leitão afirmou-se surpreendida com buscas da PJ em várias freguesias de Lisboa e disse que “não fazia ideia que isto se estava a passar nestes moldes”.
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A presidente da IL mostrou-se esta quinta-feira, 28 de maio, surpreendida com a operação da PJ em várias freguesias de Lisboa, mas considerou que “não é novidade” que PS e PSD estejam envolvidos em situações de opacidade e ilegalidade no poder local.

Mariana Leitão falava aos jornalistas à margem da 4.ª Conferência Bola Branca, em Lisboa, após ser questionada sobre as buscas que a Polícia Judiciária (PJ) está a realizar em várias freguesias de Lisboa, envolvendo inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção.

A líder da IL afirmou que está surpreendida e que “não fazia ideia que isto se estava a passar nestes moldes”, esperando que “justiça faça o seu trabalho”, e deixou críticas ao PSD e ao PS.

“Há uma coisa que eu constato com esta nova operação, é que infelizmente não é novidade que os dois partidos que vão disputando o poder entre eles no nosso país estão sempre envolvidos num conjunto de situações de grande opacidade, até mesmo algumas de ilegalidades, no exercício do poder político”, atirou.

Mariana Leitão pediu que, através de casos como este, os cargos públicos passem a ser exercidos “com muito mais seriedade e com muito mais respeito pelo dinheiro dos contribuintes”.

Para a líder dos liberais, “é óbvio que os dois maiores partidos que vão disputando o poder têm tanta envolvência, alastram-se pelos organismos todos, que têm um certo sentimento de impunidade”.

“É importante que essas operações decorram, é importante que este sentimento de impunidade acabe de uma vez por todas e que as pessoas se foquem naquilo que interessa, que é servir o cargo que ocupam”, frisou.

A PJ desencadeou uma das maiores operações do ano na área do combate à corrupção, com quase 400 inspetores, para cumprimento de 60 mandados de busca domiciliária e 32 mandados de busca não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, em que se investiga a prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.

Até ao momento, foram realizadas quatro detenções fora de flagrante delito, uma detenção em flagrante delito, por posse ilegal de arma, e constituídos 37 arguidos.

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Questionada sobre as declarações recentes do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, Mariana Leitão recusou comentar a forma como foram feitas ou “fazer extrapolações” do que disse terem sido “palavras meio enigmáticas”, pedindo que o foco esteja nas “transformações que o país precisa”.

A presidente da IL considerou que Passos Coelho tem alertado para a urgência dessas transformações, tal como os liberais têm feito, e criticou a “atuação bastante tímida” do atual Governo, bem como as posições do Chega, que acusa de impedir a formação de maiorias para viabilizar os “pequenos passos” que o executivo quer dar, como na reforma laboral.

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Sobre o SIRESP, Mariana Leitão afirmou que não ficou esclarecida com as explicações dadas pelo primeiro-ministro no debate quinzenal e insistiu na necessidade de conhecer as conclusões do relatório do grupo de trabalho criado para encontrar uma alternativa a esta rede de comunicações.

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