Governo volta à mesa das negociações com PSP e GNR sob pressão de protestos
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, volta a reunir-se esta terça-feira com representantes sindicais da PSP e associações da GNR para discutir a reestruturação dos suplementos, revisões do estatuto profissional e do sistema remuneratório.
Nesta nova etapa de negociações, Luís Neves encontra-se com seis associações da GNR e com os sindicatos da PSP, divididos em dois grupos.
O foco principal será a apresentação dos objetivos para a revisão do estatuto profissional e do sistema de remunerações, além da proposta de revisão dos suplementos.
Para os sindicatos e associações, estas negociações são consideradas cruciais, pois envolvem discussões sobre carreiras e remunerações.
As reuniões ocorrem 15 dias após o Ministério da Administração Interna (MAI) ter proposto um suplemento de 160 euros, com retroativos a julho, aumentando para 230 euros em 2027, para polícias das unidades de controle de fronteiras.
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG) têm liderado um conjunto de protestos contra a proposta, sendo a ASPP a única a opor-se formalmente.
Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), afirmou que ainda não há acordo com o MAI sobre este suplemento e que as negociações continuam.
A estrutura sindical espera que o ministério apresente uma contraproposta que iguale o suplemento dos polícias de fronteiras ao da Unidade Especial de Polícia (UEP), a partir de 2028.

